Estado autoriza hidrelétrica de 15,2 MW no Rio Pardo, em Ribas do Rio Pardo
O CECA (Conselho Estadual de Controle Ambiental) aprovou por unanimidade a instalação de uma nova PCH (Pequena Central Hidrelétrica) no Rio Pardo, na zona rural de Ribas do Rio Pardo.
Em reunião realizada no dia 28, o conselho aprovou o parecer favorável e o Estado já publicou a autorização.
Batizado de PCH Botas, o empreendimento terá potência instalada de 15,20 MW e será implantado em uma região ocupada principalmente por propriedades rurais.
Segundo a Flamarpar Investimentos S/A, responsável pelo projeto e fundada em 2005, o EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental) analisado pelos conselheiros apontou que a capacidade prevista seria suficiente, por exemplo, para atender ao consumo equivalente ao acionamento de cerca de 60 pivôs de irrigação.
A energia, porém, não seguirá diretamente para as propriedades vizinhas.
O empreendimento conectará a produção ao SIN (Sistema Interligado Nacional), rede responsável pela transmissão e distribuição de energia entre diferentes regiões do País.
A Energisa integrará o sistema por uma linha de transmissão de 138 kV, com aproximadamente 18 quilômetros de extensão, até a subestação Mimoso II.
A PCH Botas será construída a 317,77 quilômetros da foz do Rio Pardo, no Rio Paraná.
O projeto prevê intervenções em aproximadamente 13,7 quilômetros do curso d'água e a formação de um reservatório com área de 7,03 km².
Para movimentar as turbinas, será necessária a construção de uma barragem partindo das duas margens do rio, além de escavações e outras obras de engenharia.
A casa de força ficará ao pé da barragem e contará com três turbinas hidráulicas, cada uma com vazão prevista de 20,60 metros cúbicos por segundo e potência de 5.250,62 kW.
O Rio Pardo já é alvo de estudos sobre aproveitamento hidrelétrico há anos.
O potencial energético da bacia foi incluído no programa federal Inventário Participativo de Potencial Hidrelétrico do Rio Pardo, elaborado em 2019 junto à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
Ele também tem sido notícia por um problema ambiental relacionado à proliferação de macrófitas em seu leito, que já se estende até quase a sua chegada ao Rio Paraná, inclusive com ação civil pública cobrando responsabilização de uma hidrelétrica e indenização.
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