Por que europeus estão guardando mais dinheiro vivo mesmo usando cada vez menos notas?
Mais de 31 milhões de notas de euro estão em circulação, em comparação com 24 milhões pouco antes da pandemia Frank Hoermann/SVEN SIMON/IMAGO via DW Dados do Banco Central Europeu (BCE) revelam que o número de cédulas de euro em circulação na União Europeia (UE) está aumentando, apesar da crescente disseminação de pagamentos eletrônicos entre os europeus.
Especialistas associam o aumento do uso de dinheiro vivo à ansiedade em relação a guerras e à maior ocorrência de ataques cibernéticos contra os sistemas de pagamento online e por aproximação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os incêndios florestais que atingiram com força vários países da Europa nos últimos meses também levaram as pessoas a aumentar suas reservas de emergência em dinheiro vivo.
Ainda que em muitas cidades da Europa os pagamentos eletrônicos sejam utilizados com mais frequência do que os em espécie, o valor total das notas em circulação aumentou significativamente, de 1 trilhão de euros em 2016 para 1,6 trilhão em 2026, segundo dados do BCE, que monitora o número de notas bancárias em circulação desde 2002.
Brasileiros tem R$ 32 milhões “perdidos” em moedas de 1 centavo Mais de 31 bilhões de notas estão em circulação, em comparação com 24 bilhões pouco antes da pandemia de covid-19, em 2019.
A nota mais popular em 2025 era a de 50 euros, seguida pela de 100 euros.
Em termos proporcionais, a quantidade de notas em circulação equivale a 5.000 euros para cada cidadão da Zona do Euro.
O paradoxo do dinheiro vivo na Europa Philip Lane, economista-chefe do BCE, afirmou recentemente que o estoque total de cédulas continua a crescer.
O número de notas está diminuindo nas transações financeiras, ao mesmo tempo em que aumenta em razão dos estoques pessoais.
O BCE afirma que o dinheiro em espécie é uma parte fundamental da "prontidão nacional para crises", a capacidade de cada país de antecipar, prevenir e reagir a crises internacionais como conflitos, desastres naturais, apagões de energia, crises de saúde e outras.
"A demanda por dinheiro em espécie durante crises — como a crise financeira de 2008, a crise da dívida soberana europeia e a pandemia de COVID-19 — ressalta a sua importância, especialmente em tempos turbulentos", disse Piero Cipollone, membro do conselho executivo do BCE.
Em 2025, os cidadãos da UE foram aconselhados a estocar alimentos, água e itens essenciais suficientes para 72 horas em caso de emergência, como os incêndios florestais e outras catástrofes, além do risco de ciberataques.
As famílias foram incentivadas a ter um kit de emergência contendo água engarrafada, rádio de pilha, alimentos enlatados e dinheiro em espécie.
Além de ser útil em tempos de crise, o dinheiro vivo pode ser uma ferramenta de inclusão social K.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.