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Marcos Sacramento 'bebe da chama' do samba em show que transpõe a roda do cantor para o palco com certa vibração

G1 ·
Marcos Sacramento 'bebe da chama' do samba em show que transpõe a roda do cantor para o palco com certa vibração

Marcos Sacramento na estreia do show 'Sambear' no Circo Voador, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de sábado, 18 de setembro Michelle Castilho / Divulgação Circo Voador ♫ CRÍTICA DE SHOW Título: Sambear – Samba do Sacramento Artista: Marcos Sacramento Data e local: 18 de setembro de 2026 Cotação: ★ ★ ★ 1/2 ♬ Em essência, “Sambear” – show estreado por Marcos Sacramento na noite de ontem, sábado, 18 de setembro, no Circo Voador, no Rio de Janeiro (RJ) – é a transposição para o palco da roda “Samba do Sacramento”, comandada pelo cantor fluminense em espaços do centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Por mais que o roteiro encampe uma ou outra música rara na roda, como “Jesus é preto” (Marcos Sacramento e Paulo Baiano), samba autoral composto nos anos 1980 e gravado décadas depois pelo cantor no luminoso álbum “Arco” (2024), o show “Sambear” preserva o espírito de união e congraçamento da roda, além do repertório que celebra o samba nas várias formas do gênero.

Aberto com o tradicional ponto de umbanda “O sino da igrejinha” no canto da big banda, o show tem alta carga de afro-brasilidade e espiritualidade, traduzida nas imagens e símbolos alocados no palco, ao lado do artista.

Acima de qualquer credo, “Sambear” representa o manifesto da fé de Marcos Sacramento no samba e no povo da raça Brasil.

Tão musical quanto política, tal manifestação ficou evidente no roteiro desde a primeira música entoada pelo artista no show, “Canto das três raças” (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, 1976) – samba que ecoou há 50 anos na voz da cantora Clara Nunes (1942 – 1983) – até a última antes do bis, “A batucada dos nossos tantãs” (Sereno, Adilson Gavião e Robson Guimarães, 1993), samba com o qual o grupo Fundo de Quintal fez declaração de resistência de um povo que não perde o prazer de cantar, mesmo quanto tentam silenciá-lo.

Marcos Sacramento celebra a resistência do samba em show derivado da roda do artista Michelle Castilho / Circo Voador Sim, foi bonito de se ver Sacramento correndo pelo palco do Circo Voador, dando voz a um punhado de sambas cantados pelo artista sob a batuta de uma banda com o peso de uma orquestra.

Essa banda incluía virtuoses como o violonista Luiz Flavio Alcofra, o multi-instrumentista Elísio Freitas – cujo solo de guitarra sublinhou o sentimento posto pelo artista “Você me vira a cabeça (Me tira do sério)” (Chico Roque e Paulo Sérgio Valle, 2001), número teatral já recorrente na roda de Sacramento – e o cavaquinhista Lucas Machado, que conquistou a plateia com os improvisos de partideiro feitos no samba “Alguém me avisou” (Dona Ivone Lara, 1980).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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