Governo busca agenda positiva enquanto oposição mira CPMI sobre Lulinha
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articula o avanço de pautas prioritárias antes das eleições.
Além do fim da escala 6×1, o Planalto quer acabar com a chamada “taxa das blusinhas” e busca apoio da cúpula do Congresso Nacional.
O chefe do Executivo mira uma agenda positiva em meio à campanha eleitoral.
Ao mesmo tempo, parlamentares da oposição miram o desgaste do petista e pressionam para a abertura de uma comissão de inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva , o Lulinha , filho do presidente.
A iniciativa ainda está em fase de recolhimento de assinaturas.
A partir de 31 de agosto, o Legislativo tem previsto um esforço concentrado de votações.
É nesta semana que o Planalto espera o avanço de propostas prioritárias para o governo às vesperas das eleições.
Para isso, deverá adiantar as negociações nos próximos dias.
Na quarta-feira (26), Lula quer se reunir com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para falar do fim do imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 – conhecido como “taxa das blusinhas”.
A medida provisória perderá validade em 8 de setembro, se não for votada pelos parlamentares.
Apesar de ter força de lei, a revogação do imposto necessita do aval do Congresso para se tornar definitiva.
Leia mais: Decisivo, Sudeste vira palco dos presidenciáveis na 1ª semana de campanha Lula defende apuração sobre Lulinha: "Ninguém está impune se cometeu erro" Análise: Relação de ex-assessor de Lula e lobista extrapola amizade A intenção inicial do governo era ter avançado com o tema no Legislativo na primeira semana de esforço concentrado, realizada de 10 a 14 de agosto.
No entanto, por falta de acordo sobre a relatoria e a presidência da comissão mista sobre a MP das blusinhas, o início dos trabalhos do colegiado foi adiado para 1° de setembro.
Em outra frente prioritária, Lula espera que o Senado avance na análise da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da jornada 6×1 .
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