Bolsa engata 9ª queda consecutiva; dólar sobe para R$ 5,22
O dólar comercial fechou em alta de 0,52% nesta 6ª feira (14.ago.2026), cotado a R$ 5,219.
A moeda atingiu máxima de R$ 5,249 e mínima de R$ 5,173 durante a sessão.
Já o Ibovespa, principal índice da B3 , registrou queda de 0,13%, aos 166.934,20 pontos.
Na semana, caiu 3,26%.
Com esta sessão, a Bolsa engata a 9ª queda consecutiva do índice, na maior sequência negativa desde agosto de 2023.
O dólar acumulou o 5º dia de alta e atingiu o maior patamar desde 1º de julho.
Investidores reagiram à abertura do processo de reciprocidade por parte do governo brasileiro contra sobretaxas do governo americano.
O Ibovespa encerrou a semana sob pressão, em um ambiente marcado pela disparada dos juros futuros, avanço do dólar e incertezas em torno do cenário fiscal e eleitoral.
Para o especialista em mercado de capitais e sócio da GT Capital, Josias Bento, a s aída de capital estrangeiro é um dos principais fatores por trás da sequência negativa do Ibovespa.
Segundo Bento, investidores estrangeiros continuam retirando recursos da Bolsa brasileira e direcionando parte das alocações para mercados mais maduros, principalmente os Estados Unidos, com maior exposição a empresas de tecnologia e inteligência artificial.
“As eleições presidenciais também estão no radar, trazendo muita volatilidade para o índice, além do fiscal que segue indefinido e sem um plano de contingência para os próximos anos” , afirmou.
Na avaliação do especialista, a combinação desses fatores fez o Ibovespa devolver praticamente toda a alta acumulada em 2026.
O índice chegou a operar próximo dos 200 mil pontos em fevereiro, mas agora está novamente perto dos níveis registrados no início do ano, na faixa dos 160 mil pontos.
A curva de juros futuros também pressionou os ativos domésticos.
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