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O que se sabe sobre o acordo petrolífero entre os EUA e a Venezuela

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O que se sabe sobre o acordo petrolífero entre os EUA e a Venezuela

O acordo anunciado na sexta-feira entre Estados Unidos e Venezuela para deixar nas mãos de Washington o controle de aproximadamente um quinto das reservas de petróleo venezuelanas se apoia em contornos difusos e levanta numerosas dúvidas sobre sua implementação.

O presidente americano afirmou na sexta-feira que os Estados Unidos "obtiveram o controle majoritário (...) de mais de 65 BILHÕES DE BARRIS" de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela.

Isso representa cerca de 20% das gigantescas reservas do país, as maiores do mundo.

E reforçaria amplamente a capacidade de produção dos Estados Unidos, cujo subsolo abriga 46 bilhões de barris de petróleo, segundo os dados mais recentes da Agência de Informação sobre Energia (EIA) desse país.

Embora os especialistas duvidem que a produção dispare no curto prazo, Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (31) que ela poderia "avançar rapidamente" e mencionou um período de "dois anos".

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, esclareceu que o acordo será aplicado durante 25 anos.

Segundo ela, o acordo abrange 17 campos de petróleo e proporcionará ao país mais de 100 bilhões de dólares (R$ 520 bilhões) em investimentos, além de cerca de 19 dólares por barril produzido.

"Uma das coisas que desejo fazer com todo esse petróleo de que dispomos agora é abastecer as reservas estratégicas", cujo nível é o mais baixo em mais de 40 anos, disse Trump.

As reações na Venezuela, fora do âmbito governamental e de seus aliados, têm sido em geral negativas.

Para o ex-ministro e ex-dirigente da estatal petrolífera venezuelana (PDVSA) Rafael Ramírez, trata-se, antes de tudo, de "neocolonialismo americano".

Trata-se de "um acordo feito às costas do país, evidentemente inconstitucional, que cede o controle do território e do petróleo a uma potência estrangeira".

"Há algo que deve ficar absolutamente claro: a Venezuela mantém a propriedade e a soberania sobre seus recursos", afirmou Delcy Rodríguez, que governa interinamente sob forte pressão americana.

Vários meios de comunicação informaram que Washington ficaria com 55% da produção da recém-criada empresa conjunta.

Mais surpreendente, para alguns analistas, é o envolvimento do Pentágono, que respaldaria a operação por meio de um pouco conhecido escritório de investimentos no exterior, conhecido como Escritório de Capital Estratégico.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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