Do empurrão ao trupicão: Impulso fiscal perde força e economia brasileira pode patinar, segundo BTG Pactual
O BTG Pactual reduziu a estimativa para o impacto do impulso fiscal sobre o crescimento da economia brasileira em 2026 , diante de uma execução abaixo do esperado de programas anunciados pelo governo e de uma pressão menor das transferências às famílias.
Em relatório, o banco cortou a contribuição estimada do impulso fiscal para o crescimento do Produto Interno Bruto ( PIB ) deste ano de 1,4 ponto percentual (p.p.) para 1,0 p.p..
Para 2027, o movimento foi na direção contrária: a projeção subiu de 0,2 p.p. para 0,5 p.p..
A leitura é que parte do estímulo que deveria ocorrer agora não está chegando à economia.
Com isso, há menos crescimento em 2026, mas também uma reversão menos forte desse impulso em 2027.
“A principal mudança decorre da execução abaixo do esperado das políticas parafiscais anunciadas pelo governo”, afirmam os economistas do BTG.
Segundo eles, os desembolsos menores reduzem tanto a antecipação do consumo neste ano quanto o comprometimento futuro da renda das famílias.
O principal motivo para a revisão está em três iniciativas: Reforma Casa Brasil , Move Brasil e Novo Desenrola .
Juntas, elas somavam aproximadamente R$ 78 bilhões em recursos disponíveis , mas mobilizaram apenas cerca de R$ 6 bilhões até agora.
No Reforma Casa Brasil, por exemplo, foram disponibilizados R$ 40 bilhões para financiamento.
Apesar disso, a execução alcança aproximadamente R$ 3 bilhões, mesmo após mudanças nas condições do programa para ampliar seu alcance.
Já o Move Brasil, destinado a taxistas e motoristas de aplicativo, conta com até R$ 30 bilhões e desembolsou cerca de R$ 3 bilhões.
No Novo Desenrola, que autorizou até R$ 8,2 bilhões do FGTS para quitação de dívidas renegociadas, somente R$ 62 milhões haviam sido utilizados no dado mais recente.
Diante da baixa adesão, o BTG afirma que “praticamente zeramos o impacto estimado do programa sobre a atividade”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.