Rússia impõe sanções a empresas europeias por Ucrânia; rivais dos EUA são poupadas
MOSCOU, 22 Out (Reuters) – A Rússia intensificou medidas repressivas contra empresas europeias em resposta ao apoio da Europa à Ucrânia, ao mesmo tempo em que poupou, em grande parte, as empresas norte-americanas, no momento em que Moscou busca estreitar os laços comerciais com Washington, segundo autoridades russas e empresários norte-americanos.
Das 20 empresas de capital estrangeiro que o presidente russo, Vladimir Putin, colocou sob administração temporária desde a posse de Donald Trump como presidente dos EUA em janeiro de 2025, apenas três tinham vínculos com os EUA, sendo as demais controladas por empresas europeias, segundo mostra uma análise da Reuters com base em dados oficiais.
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O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, se reuniu com Putin em São Petersburgo na quarta-feira para conversas com o objetivo de resolver a guerra na Ucrânia.
Agências de notícias russas informaram que Putin disse a Witkoff estar interessado em restabelecer laços econômicos com os Estados Unidos.
A Ucrânia e seus aliados têm manifestado preocupações com o fato de os EUA estarem se afastando de Kiev, e Trump criticou os ataques ucranianos a refinarias de petróleo russas, mesmo com os líderes europeus se alinhando em apoio ao presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy.
A Rússia, citando o apoio da Europa à Ucrânia durante a guerra e seu envolvimento em “hostilidades diretas no campo de batalha”, assumiu, desde o mês passado, o controle das unidades locais do grupo alimentício suíço Nestlé e das redes de varejo Auchan e Metro.
Na semana passada, assumiu o controle dos ativos locais de quatro empresas menores de França, Alemanha, Suécia e Bélgica.
“O país de origem foi um dos fatores levados em consideração na tomada da decisão”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acrescentando que esses países estavam envolvidos em “expropriações ilegais de propriedades russas”.
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