Guerra fria no crime: lavador de R$ 60 milhões atendia CV e PCC no DF
Uma impressionante manobra financeira que pode alcançar R$ 60 milhões e a disputa direta entre as facções rivais Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) estão no centro da Operação Cartiera, deflagrada nesta quinta-feira (20/8) pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) , para desarticular uma organização especializada em invasões de sistemas bancários empresariais e lavagem de capitais.
O bloqueio judicial foi pedido pela unidade especializada da Polícia Civil do DF (PCDF) com intuito de paralisar o ecossistema financeiro do grupo, enquanto o Poder Judiciário decretou o sequestro de R$ 3,5 milhões em imóveis de alto padrão e a apreensão de cinco veículos de luxo como forma de garantir a reparação do prejuízo às vítimas das fraudes eletrônicas.
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Lavador de dinheiro As investigações revelaram que o ataque do Comando Vermelho foi motivado não apenas pela atração das cifras operadas, mas também pela suspeita de que o alvo mantinha ligações diretas com o PCC e comandaria operações financeiras para a facção rival do CV.
Com o aprofundamento das apurações, a PCDF constatou que o investigado atuava como um “lavador profissional de dinheiro”, prestando serviços financeiros clandestinos e de ocultação patrimonial sem vinculação exclusiva a um único grupo, atendendo simultaneamente tanto às demandas da facção carioca quanto às do PCC.
A estrutura criminosa utilizava um modus operandi cibernético para capturar credenciais bancárias de empresas, subtrair os valores e pulverizá-los rapidamente em uma rede de contas de terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos.
Captura fraudulenta A ofensiva policial mobilizou cerca de 100 agentes para cumprir 19 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Santa Catarina, Goiás e no Distrito Federal.
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