Ex-mórmons denunciam controle mental, exploração e rituais secretos
Ex-membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias , a igreja mórmon, se unem para denunciar exploração financeira e controle mental na instituição.
Fontes ouvidas pela reportagem descreveram rituais secretos com simulações de penalidades violentas, como cortar a garganta dos fiéis.
Os relatos também incluem endosso ao racismo, ao patriarcado, à exploração financeira e ao batismo de pessoas mortas sem o consentimento da família .
Procurada pelo Metrópoles , a igreja não se manifestou.
“Roubaram a minha esposa” O professor e pesquisador Carlos Alberto Dutra Fraga Filho passou cerca de 10 anos vinculado à igreja, experiência que rendeu até um livro.
Na obra, relata como teria se envolvido com a doutrina e como a relação teria culminado em episódios que descreve como perseguição, ameaça e ações judiciais.
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Três anos depois, ele escolheu a tradição mórmon para se batizar e se casar.
Segundo ele, porém, o acolhimento teria se transformado em um fardo.
A situação teria se agravado, de acordo com Fraga Filho, quando ele e a esposa iniciaram um processo de separação.
O pesquisador afirma que representantes da doutrina teriam interferido diretamente no relacionamento, o que, segundo ele, teria contribuído para o rompimento definitivo do casal.
Fraga Filho afirma que um advogado membro da igreja, contratado para acompanhá-los durante o processo, teria determinado que ele e a ex-esposa interrompessem o contato.
Segundo o pesquisador, a medida teria ocorrido depois que ele se afastou da doutrina.
“Sinceramente, eu senti que a roubaram”, relatou.
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