Embraer prepara expansão com parcerias internacionais para instalar fábricas no exterior
A Embraer, fabricante brasileira do setor aeroespacial, informou que avalia expandir suas operações de fabricação com novas linhas de montagem fora do país.
Entre os mercados analisados para a expansão estão os EUA e a Índia.
A estratégia, compartilhada pelo CEO da companhia, Francisco Gomes Neto, vem para suprir os novos contratos firmados com operadores estrangeiros.
Em 2026, a Embraer já somava cerca de R$ 160,4 bilhões em carteira de pedidos e 1.492 unidades em novos fornecimentos.
No segundo trimestre de 2026, a Embraer entregou 65 aeronaves, o melhor resultado trimestral em 16 anos.
Foram 45 jatos executivos e 20 aeronaves comerciais.
Para 2030, a Embraer projeta produzir entre 110 e 120 jatos comerciais por ano e mais de 200 aeronaves executivas.
A aeronave militar que ganhou mercado entre os países-membros da OTAN, o C-390 Millennium, deve ter pelo menos 10 unidades produzidas no Brasil.
A Índia aparece como uma das candidatas ao recebimento de uma nova estrutura industrial da Embraer, que já dialoga com o governo indiano como concorrente de um projeto nacional para produzir aeronaves de transporte médio.
Caso a Embraer fosse selecionada pela Índia para levar o programa de modernização de sua frota à frente, definiria, em parceria com o conglomerado indiano Mahindra Group, uma estratégia de localização industrial para a produção local das aeronaves.
Com a Mahindra, a Embraer prevê também um contrato para o desenvolvimento conjunto de fornecedores indianos e de centros de assistência técnica (reparo e revisão de aeronaves), a fim de que a Índia se torne um polo regional da aeronave.
Em fevereiro de 2026, além disso, a Embraer havia assinado um memorando com a Adani Defence & Aerospace, fabricante do setor privado da Índia, a fim de avaliar uma linha de montagem final do jato de transporte médio Embraer E175 no país, o que projeta a empresa também no setor de aviação regional.
A Embraer estima que a Índia poderá demandar pelo menos 500 aeronaves na faixa de 80 a 146 assentos nas próximas duas décadas, impulsionada pela expansão das conexões entre grandes centros urbanos e cidades menores.
Já com os EUA, onde a Embraer efetiva até 45% de suas vendas de jatos comerciais e 70% das vendas do setor executivo, a companhia tem uma linha industrial estabelecida, onde realiza a montagem final dos jatos Phenom e a conclusão dos Praetor, instalada na Flórida.
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