BH: festival gratuito terá arte de Krenak, highline e visitas ao JK
Belo Horizonte — Há nove anos, o Centro de Belo Horizonte começou a ser visto de outro jeito.
Em 2017, paredes cinzentas nas laterais dos prédios começaram a receber cores e personagens que transformaram não apenas a paisagem da capital mineira, mas também a relação dos moradores com esses espaços.
Nesta quarta-feira (19/8), o Circuito Urbano de Arte (CURA) inicia uma nova edição, com obras de Ailton Krenak e Mônica Nador e ações que chegam até o Edifício JK, projetado por Oscar Niemeyer e tombado como patrimônio cultural da cidade.
A escolha dos artistas Depois de transformar o mirante da rua Sapucaí (região Leste), em uma galeria a céu aberto e passar pela bairro Lagoinha (região Noroeste), o CURA chegou à Praça Raul Soares (região Centro-Sul) em 2021.
Ao todo, o circuito reúne obras em mais de 30 prédios da capital.
Só no entorno da Raul Soares, são 15 empenas, que ganharão mais duas obras neste ano (veja endereços abaixo) .
Elas ficam no Edifício Pignataro , na Avenida Augusto de Lima, 869, e no Edifício Florença , na Rua dos Guaranis, 555, e são assinadas por Ailton Krenak e Mônica Nador.
As pinturas começam nesta quarta-feira e podem ser acompanhadas diretamente da praça: só puxar a cadeirinha de praia.
“Ailton Krenak e Mônica Nador têm trajetórias muito diferentes, mas os dois atravessam questões que estão no centro do pensamento do CURA: território, coletividade, memória, natureza e outras possibilidades de imaginar a vida”, explicou Priscila Amoni, que idealizou o projeto junto com Janaína Macruz e contou com a participação da curadora Luciara Ribeiro, pesquisadora de artes africanas, afro-brasileiras e indígenas.
Leia também Minas Gerais Do Carnaval aos festivais: cultura movimenta R$ 4 bilhões em BH Minas Gerais O que ver na Festa da Luz em BH neste fim de semana Aos 72 anos, Krenak é escritor, ambientalista e o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.
A obra vem pra reforçaer a presença da arte indígena no CURA, que já teve trabalhos de Daiara Tukano , do coletivo MAHKU , de Sueli Maxakali e de Liça Pataxoop .
Circuito de Arte Urbana (Cura) BH Já Mônica Nador, de 71 anos, é um dos principais nomes da pintura mural no Brasil.
Ela fundou o Jardim Miriam Arte Clube (JAMAC), na periferia de São Paulo, onde desenvolve pinturas que ocupam paredes de casas e espaços públicos.
Os dois se debruçam sobre o tema desta edição, “Descansar Enquanto”, que, segundo Priscila, propõe uma reflexão sobre a dificuldade de parar e descansar em meio à correria do dia a dia.
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