Caiado compara casos de Lula e Bolsonaro e volta a defender anistia ao ex-presidente
Ronaldo Caiado participa do Fórum Caminhos da Liberdade, nesta quinta-feira (13), em São Paulo.
LEANDRO CHEMALLE/ESTADÃO CONTEÚDO O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quinta-feira (13) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria sido “anistiado” e voltou a defender que, se eleito, concederá anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A declaração foi dada em entrevista coletiva após Caiado participar do 13º Fórum Caminhos da Liberdade, promovido pelo Instituto de Formação de Líderes (IFL), na zona sul de São Paulo.
O candidato voltou a comparar a discussão sobre anistia de condenados pelos atos de 8 de janeiro àquela sobre a soltura do presidente Lula e à recuperação dos direitos políticos do petista em 2021.
“Um já foi anistiado e o outro será anistiado por mim”, afirmou Caiado.
Entretanto, ao contrário do que diz o candidato, Lula não foi anistiado.
Lula foi preso em 2018 após condenações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.
Ele ficou preso por 580 dias e foi solto em novembro de 2019.
Em 2021, o STF anulou as condenações da Lava Jato contra o petista, restabeleceu seus direitos políticos e abriu caminho para que ele voltasse à disputa presidencial e se elegesse em 2022.
“Ninguém no Brasil foi mais anistiado do que o Lula.
Eu não conheço nenhum que tenha sido mais anistiado e a quem tenha sido dada a condição de chegar à Presidência do Brasil.
Essa é a realidade”, disse Caiado.
O candidato afirmou que pretende conceder anistia a Bolsonaro para, segundo ele, “pacificar o Brasil”.
“Agora, eu vou anistiar para pacificar o Brasil.
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