Geração Z prefere trabalho híbrido e aponta solidão como problema do home office
Geração Z rejeita trabalho 100% remoto por solidão e falta de oportunidades de crescimento (Foto Divulgação) A ideia de que os profissionais mais jovens preferem trabalhar exclusivamente de casa começa a perder força.
Um levantamento citado pela Forbes Brasil mostra que apenas 23% dos profissionais da Geração Z que podem trabalhar remotamente dizem preferir o modelo 100% remoto.
Entre Millennials, Geração X e Baby Boomers, o índice chega a 35%.
Na prática, isso significa que cerca de 77% dos integrantes da Geração Z que têm possibilidade de trabalhar remotamente preferem algum nível de presença no escritório.
O grupo, no entanto, não defende necessariamente o retorno ao trabalho presencial em tempo integral.
O modelo híbrido aparece como uma alternativa capaz de combinar flexibilidade e contato com colegas.
Solidão pesa na escolha Entre os principais motivos para a mudança de percepção estão a solidão e a preocupação com o desenvolvimento profissional.
Segundo os dados apresentados pela Forbes, quase 30% dos profissionais da Geração Z afirmam ter se sentido solitários no ambiente de trabalho, índice que representa aproximadamente o dobro do registrado entre trabalhadores da Geração X.
O isolamento também pode afetar especialmente quem está no início da carreira.
Para jovens profissionais, a convivência presencial pode facilitar a criação de vínculos, a troca de experiências e o aprendizado informal com colegas e gestores.
Crescimento profissional também preocupa A possibilidade de crescimento na carreira é outro fator que influencia a preferência pelo modelo híbrido.
A presença no escritório pode ampliar as oportunidades de interação com lideranças, participação em projetos e construção de redes profissionais.
Um estudo do economista Joshua Mask, da Temple University, analisou os efeitos do trabalho remoto sobre profissionais em início de carreira, separando esse impacto das transformações provocadas posteriormente pela inteligência artificial.
Para isso, foram utilizados dados de 2020 a 2023, período anterior à grande expansão da IA no mercado de trabalho.
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