Flávio Bolsonaro terá programa para endividados e regra fiscal, diz Daniella Marques
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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ( PL ) fará, caso eleito, um programa de renegociação de dívidas e recomposição financeira para mais de 100 milhões de brasileiros, diz a assessora econômica da campanha para as eleições de 2026 , Daniella Marques.
Ex-presidente da Caixa e braço direito de Paulo Guedes no governo Jair Bolsonaro , Marques é a primeira entrevistada da edição especial C-Level, videocast da Folha , com os coordenadores econômicos dos presidenciáveis.
Ela rejeita a comparação com o Desenrola, do governo Lula, que segundo ela "não funciona".
De acordo com Marques, Flávio se comprometeu a propor uma PEC de transição para reunir representantes dos três Poderes para uma autocontenção de gastos. Ela não quis detalhar como chegar a uma economia de 1,5% do PIB. Em alguns momentos, subiu o tom diante de perguntas que buscavam entender como a proposta ficaria de pé.
"Quem vai fazer esse detalhamento vai ser o Congresso, é o que vai sair de lá e que vai definir. Eu não sou a Mãe Dináh".
Qual a proposta para controlar as despesas e evitar a escalada da dívida pública , uma vez que no final do governo Bolsonaro o teto de gastos [então regra fiscal] acabou flexibilizado? Assumimos o governo com uma dívida/PIB de 75,27%, entregamos com 71,67%. O PT assumiu e, em junho de 2026, já está em quase 82%. Se não houver mudança de direção de modelo econômico, a dívida engole o PIB inteiro.
A gente está num colapso absoluto de contas públicas, o que nos levou ao maior juro real do mundo e arrastou empresas e famílias brasileiras. São mais de 6 mil empresas em recuperação judicial, extrajudicial e falência neste semestre. Na pandemia não foram nem 1,5 mil. As famílias estão com cerca de 40% da renda comprometida em dívida.
Nosso plano econômico e o do PT têm direções opostas. Eles não veem um problema de gasto, apesar de todos verem.
O programa do PT fala em reformar o arcabouço fiscal. Eles não citam nenhum problema de gasto. [Falam em] Manter essa regra, que é inócua. Nós, ao contrário. Porque não há política mais social do que controle de gastos.
A gente só não está em dominância fiscal [quando o governo tem uma dívida tão grande a ponto de a política de juros do BC perder eficácia] porque a pesquisa está empatada e existe uma probabilidade relevante de haver mudança de direção na política econômica.
O Flávio Bolsonaro se comprometeu com uma PEC ainda na transição. A gente quer propor três eixos. Criar um conselho superior da República. Não há como controlar gastos se não trouxer os três Poderes para a mesa. Essa autocontenção é absolutamente necessária.
A ideia é que se traga transparência e dados para racionalizar a decisão e mostrar que o cobertor está curto e que será necessário cortar na carne.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.