MP Eleitoral cobra governo Tarcísio e pede câmeras sobre abordagem a Haddad
O MPE (Ministério Público Eleitoral) deu cinco dias para que o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) preste explicações a respeito da abordagem da Polícia Militar ao motorista do candidato ao Governo de São Paulo Fernando Haddad (PT).
MP quer que secretário de Segurança Pública apresente informações sobre patrulhamento na região. O Ministério Público Eleitoral pediu a Nico Gonçalves que apresente "existência de eventual ordem, autorização ou anuência" da pasta para ação de agentes na região em que Haddad mora, além dos "motivos que teriam ensejado a adoção de tal medida".
A procuradoria pede também o plano estratégico e operacional do batalhão. No ofício, o MP Eleitoral diz que o material deve incluir as "diretrizes relativas aos programas de policiamento ostensivos, tais como setorização de áreas, rádio-patrulhamento motorizado e operações especiais, no mês de agosto de 2026".
O MP quer acesso às câmeras de hotel . O motorista de Haddad teria estacionado em frente a um hotel perto da avenida 23 de Maio para tentar entender o que estava acontecendo. "Ele entrou no hotel e, quando viu que a viatura continuava lá, foi conversar com os policiais, que apenas falaram: 'Vaza daqui'", disse o advogado da campanha. Em seguida, a viatura tomou outro caminho.
Haddad relatou à imprensa uma abordagem da PM considerada fora do padrão. Segundo o candidato ao governo, ele chegava em casa na noite de terça (11), na zona sul da capital, por volta das 22h30, quando percebeu que uma viatura da polícia o acompanhava. O ex-ministro afirmou que os agentes não conversaram com ele nem pediram documentos, mas, em seguida, perseguiram seu motorista no trajeto para a casa do funcionário.
Vídeo de câmera de monitoramento mostra carro da PM que teria seguido o motorista de Haddad . Na gravação, obtida pelo UOL , a viatura passa pela rua do candidato antes de ele chegar em casa. No mesmo instante, o veículo em que Haddad estava estaciona, e ele desce. O motorista desce em seguida.
Em investigação preliminar, a PM diz que não identificou nenhum indício de abordagem ou procedimento irregular . Segundo a SSP, foram analisadas cerca de 40 câmeras privadas de residências e estabelecimentos comerciais ao longo do percurso indicado pelo motorista. A apuração prossegue, de acordo com SSP. "Caso sejam identificados indícios de irregularidades, o procedimento poderá ser convertido em inquérito", diz a pasta.
As diligências realizadas até agora não identificaram nenhum indício de abordagem ou procedimento irregular por parte dos policiais nem interação das equipes com o candidato ou membros da sua equipe. Secretaria da Segurança Pública
Haddad contou que a PM ora emparelhava os carros, ora jogava luz em cima . Segundo o candidato, os policiais jogaram luz em seu rosto quando ele saiu do carro em frente à sua casa, sem falar nada, então ele entrou em casa, sem se preocupar com o assunto até a manhã seguinte, quando o empregado relatou a sequência do caso.
Em agenda pública no interior, Haddad disse que quer esclarecer os fatos e espera que alguém lhe peça desculpas . "Eu sempre parto do pressuposto de que as pessoas agem de boa-fé.
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