A Via Láctea pode deixar “pegadas” parecidas com as da matéria escura
Astrônomos descobriram que a própria gravidade da Via Láctea pode produzir sinais que já foram associados à matéria escura .
Simulações da Universidade de Washington mostram que correntes de estrelas podem ganhar curvas, falhas e outras irregularidades mesmo sem a presença de aglomerados dessa substância.
A descoberta complica uma das formas usadas para buscar pistas sobre a matéria escura, mas também pode ajudar os astrônomos a separar os efeitos provocados pela própria galáxia de possíveis sinais deixados pela substância misteriosa.
Astrônomos agora querem descobrir se os aglomerados de matéria escura deixam marcas diferentes das causadas pela própria galáxia.
Imagem: Pedro Spadoni via ChatGPT/Olhar Digital A galáxia pode estar por trás dos sinais Correntes estelares surgem quando grupos de estrelas se aproximam de uma galáxia e ficam presos à sua gravidade.
À medida que orbitam ao redor dela, o grupo é esticado até formar uma longa faixa de estrelas.
Muitas dessas estruturas observadas na Via Láctea não são uniformes.
Elas apresentam falhas e ondulações que, segundo uma hipótese estudada pelos astrônomos, poderiam ser provocadas pela atração de pequenos aglomerados de matéria escura, chamados sub-halos.
A equipe da Universidade de Washington decidiu verificar quanto dessas características poderia surgir apenas pela ação da galáxia.
15 mil correntes entraram nas simulações Os pesquisadores criaram, em simulações de computador, quatro galáxias virtuais com tamanho semelhante ao da Via Láctea, sem aglomerados de matéria escura, e distribuíram aproximadamente 15 mil correntes estelares por elas.
A evolução foi acompanhada durante cinco bilhões de anos.
Quase todas acabaram apresentando algum tipo de alteração.
“Nas nossas simulações, as próprias galáxias hospedeiras causaram os mesmos tipos de irregularidades que observamos nas correntes estelares reais”, disse Arpit Arora, pesquisador de pós-doutorado em astronomia da Universidade de Washington e autor principal do estudo.
As simulações produziram: ondulações; dobras e ramificações; lacunas; aglomerados; correntes completamente destruídas pela gravidade.
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