Um simples gesto na cozinha pode evitar um grande desastre ambiental
“Já tenho uns dois anos.
Com a cooperativa eu comecei esse ano, mas assim, eu doava para o professor fazer sabão".
O hábito de guardar o azeite de dendê usado acompanha a rotina da baiana de acarajé Marilene dos Santos Oliveira, 58 anos, há cerca de dois anos.
A mudança, segundo ela, veio quando conheceu o trabalho de coleta realizado por uma cooperativa.
Hoje, Marilene diz entender que o que antes era descartado de qualquer maneira pode ser separado e destinado à reciclagem, contribuindo para a preservação do meio ambiente.A história da baiana, mostra na prática, o propósito da campanha “Cada Gota Conta”, realizada pelo Centro de Arte e Meio Ambiente (CAMA) em parceria com associações e cooperativas de catadores(as) de materiais recicláveis.O gesto de Marilene ganha ainda mais força nesta sexta-feira, 14, Dia Nacional de Combate à Poluição - data criada para chamar a atenção para os impactos provocados pela poluição e estimular atitudes capazes de reduzir os danos ao meio ambiente.E, quando o assunto é óleo de cozinha, uma mudança aparentemente pequena pode representar uma grande diferença.
Já que muita gente não sabe que um litro de óleo de fritura usado descartado incorretamente pode contaminar até 25 mil litros de água.De hábito comum a preocupação ambientalMarilene conta que, antes de conhecer a coleta, armazenava o óleo usado em garrafas e deixava para ser levado junto com o lixo.
O contato com a cooperativa mudou sua percepção sobre o destino daquele material.“Eu guardava em uma garrafa pet e jogava na porta onde o lixo passa, não tinha noção que tinha essa coleta de azeite.
Agora, que eu conheço a cooperativa, sei que não é legal jogar fora, que tem pessoas que pegam pra fazer sabão, sabonete, sabão líquido e pra conservar o meio ambiente.
Se jogar na caixa de esgoto vai entupir, a chuva vai chegar, a rua vai ficar alagada e não é legal", explica a mulher, que há 19 anos trabalha como baiana de acarajé.A experiência mostra que a conscientização começa muitas vezes pelo cotidiano.
O óleo usado depois da fritura não precisa ser tratado como um resíduo sem utilidade.
Quando separado e coletado corretamente, pode voltar para a cadeia produtiva.A pia também pode ser o começo do problemaA mudança de comportamento não acontece apenas entre quem trabalha diariamente com frituras.
Érica Pereira, 35 anos, administradora, também passou por um processo de conscientização depois de perceber o impacto que o descarte do óleo poderia provocar dentro da própria casa.“Eu sempre fiz o descarte de óleo de cozinha na pia.
Isso é péssimo de falar, mas é real.
E aí começou com a preocupação da tubulação do prédio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.