Denúncia expõe sobrecarga na proteção de pessoas em risco na Capital
Toda cidade tem que ter uma rede de serviços públicos para tentar evitar que alguém chegue ao ponto de não ter o que comer, sofrer violência e ser vítima de uma tragédia, como foi o caso de Sophia O'Campo e do menino que teve 85% do corpo queimado, na semana passada, em Campo Grande.
Denúncia que chegou ao Campo Grande News nesta quinta-feira (13) aponta que os Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) são atualmente a parte mais sobrecarregada, apesar de central, dentro dessa rede na Capital.
“As equipes trabalham, mas não conseguem dar conta de tudo no tempo que as situações exigem”, começa o relato de servidora que pediu para não ter o nome identificado.
“Quando falamos de uma criança vivendo uma situação de violência, tempo faz diferença”, alerta.
Os relatórios de assistentes sociais e psicólogos dos Creas são essenciais para entender cada situação, mas têm demorado até um ano para sair, segundo a denúncia.
Eles são escritos após visitas às casas de famílias ou pessoas em risco.
Ver de perto e entender se medidas eventualmente tomadas estão dando resultado é essencial para dar proteção.
Os deslocamentos geralmente ocorrem quando há algum pedido dos Conselhos Tutelares, CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) ou ordem judicial.
Boa parte dos casos acompanhados hoje envolve violência contra crianças, adolescentes, mulheres, idosos e outros membros da família, segundo o denunciante.
Faltando gente - O Creas Sul, que está no Aero Rancho, é o que atende a região mais populosa do município, além do distrito de Anhanduí.
O Conselho Tutelar localizado ao lado da unidade atuou nos casos das duas crianças citadas no início da matéria.
Além de psicólogos e assistentes sociais, trabalham lá também motoristas, técnicos administrativos e funcionários da limpeza.
A reportagem apurou que há nove equipes de visitas se desdobrando entre muitas demandas, mas apenas quatro estão completas.
Em cinco faltam psicólogos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.