Barriga de aluguel que recusou aborto de bebê tem vitória judicial nos EUA
Uma barriga de aluguel, que se recusou a abortar um bebê apesar do pedido dos pais biológicos , obteve uma vitória judicial preliminar no caso —apenas algumas semanas antes da data prevista do parto, em 3 de setembro.
McKenna West havia assinado um contrato de gestação por substituição com a agência Worldwide Surrogacy Specialists em setembro de 2025 para complementar a renda. Mãe solo de duas crianças, ela diz que o acordo previa uma cláusula de "aborto sob demanda" a pedido dos clientes, se necessário.
Exame morfológico feito por volta da 20ª semana, em abril de 2026, apontou que o bebê, nomeado como Gabriel, tem síndrome do coração esquerdo hipoplásico. A condição é grave, mas tratável, e costuma exigir cirurgia logo após o nascimento para que o recém-nascido sobreviva, de acordo com a ação.
Após o diagnóstico, os pais biológicos, identificados nos autos como A.B. e C.D., teriam exigido que West interrompesse a gravidez. "Toda vida importa. Nenhuma mulher deveria ser forçada a interromper a vida do bebê que carrega — inclusive eu. O bebê Gabriel deveria ter uma chance de viver", afirmou West ao New York Post no mês passado.
Médicos no Alasca disseram que o aborto era tardio, e a disputa passou a ser a respeito do parto e da cirurgia. Mesmo com a recusa dos profissionais, os pais biológicos chegaram a pedir que ela viajasse para Seattle para fazer a interrupção, onde seria permitido o procedimento. Eles também passaram a reivindicar direitos parentais sobre o bebê.
West se dispôs a abrir mão de qualquer direito parental desde que o casal se comprometesse a autorizar a cirurgia após o parto, mas afirma que eles recusaram a condição. A.B. e C.D. dizem que a mulher distorce os fatos e só está interessado no dinheiro deles. "Infelizmente, não há como saber se a criança será elegível para as cirurgias de que necessita, pois West se recusa a se submeter a uma amniocentese [um exame pré-natal que detecta distúrbios genéticos] por medo de não receber o pagamento", alegam em documento judicial.
Ontem, um procurador-geral de Austin obteve uma ordem de emergência para garantir que a criança faça a cirurgia.
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