Se uma cobra peçonhenta morder sua perna durante uma trilha ou trabalho no quintal, cortar o local, sugar o veneno ou fazer torniquete pode piorar muito a situação antes mesmo da chegada ao hospital
Medidas simples e atendimento rápido reduzem riscos enquanto práticas populares podem agravar os danos causados pela peçonha
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Uma picada de cobra deve ser tratada como situação que exige avaliação médica rápida, mesmo quando a espécie não foi identificada ou os sintomas parecem leves inicialmente. No Brasil, a orientação do Ministério da Saúde é afastar a vítima da serpente, mantê-la calma, retirar objetos que possam comprimir o membro e encaminhá-la rapidamente para atendimento. Cortes, sucção do veneno e torniquetes não neutralizam a peçonha e podem aumentar complicações.
Primeiro, afaste a pessoa da serpente sem tentar matá-la ou capturá-la. A vítima deve evitar correr ou fazer esforço desnecessário e permanecer o mais tranquila possível enquanto o transporte é organizado. Sapatos apertados, anéis, pulseiras e outros objetos capazes de comprimir uma região que venha a inchar devem ser retirados.
Se houver condições, lave delicadamente a área com água e sabão. O Ministério da Saúde também orienta oferecer água e manter o membro atingido em posição elevada em relação ao corpo. O objetivo dessas medidas não é retirar o veneno, mas evitar novas lesões enquanto a pessoa chega rapidamente a um serviço de saúde.
Fazer um corte sobre as marcas das presas não remove de maneira eficaz a peçonha já inoculada e ainda pode causar sangramento, contaminação e lesões adicionais. Tentar sugar o local também não retira o veneno e aumenta o risco de infecção. O Instituto Butantan recomenda não aplicar nenhuma substância sobre a ferida.
Também não se deve improvisar tratamentos enquanto o atendimento é adiado. As principais condutas a evitar são:
O Ministério da Saúde explica neste vídeo quais medidas adotar e quais erros evitar diante de um acidente com serpente.
Amarrar fortemente a perna ou o braço não impede que a peçonha produza efeitos no organismo. Em acidentes por jararacas, responsáveis por grande parte dos casos no Brasil, o torniquete dificulta a circulação e pode concentrar os efeitos locais, aumentando o dano nos tecidos e o risco de necrose e sequelas.
Por isso, a orientação atual é manter o membro livre de compressões. Não se deve apertar a região com cordas, cintos ou faixas na tentativa de “segurar” o veneno. A prioridade continua sendo reduzir esforço desnecessário e conseguir atendimento especializado, onde a equipe poderá avaliar se existe indicação de soro antiofídico.
Se o acidente ocorreu em local distante, não há transporte seguro ou a vítima apresenta piora rápida, dificuldade respiratória, alteração da consciência, sangramentos ou outros sinais preocupantes, acione o SAMU pelo número 192. O serviço funciona 24 horas e também fornece orientações iniciais enquanto organiza o atendimento adequado.
Mesmo sem sintomas intensos, não é indicado permanecer em casa esperando para descobrir se a serpente era peçonhenta. O atendimento deve ocorrer o quanto antes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.