De R$ 21 a menos de R$ 0,50: como as ações da Casas Bahia perderam quase todo o valor em seis anos
As ações do Grupo Casas Bahia (BHIA3) atravessaram, em pouco mais de seis anos, uma transformação que resume a crise enfrentada pela varejista.
O papel que chegou a ser negociado perto de R$ 21 em 2020, durante a euforia com o comércio eletrônico na pandemia, despencou para menos de R$ 1 e nesta segunda-feira (17) rompeu a barreira dos R$ 0,50 após a empresa anunciar um pedido de recuperação judicial.
Por volta das 10h30 desta segunda, a ação caía mais de 30%, para cerca de R$ 0,45.
Na sexta-feira (14), último pregão antes do anúncio, havia fechado a R$ 0,66.
O movimento representa uma perda de mais de 97% em relação ao pico observado em 2020, quando a companhia ainda se chamava Via Varejo e era vista pelo mercado como uma das empresas que poderiam se beneficiar da aceleração do comércio eletrônico provocada pela pandemia.
O tombo, porém, não aconteceu de uma só vez.
Ele veio em etapas e acompanhou a mudança na percepção dos investidores sobre a capacidade da empresa de crescer, gerar caixa e administrar suas dívidas.
Continua após a publicidade 2020: a estrela do varejo na pandemia O ano de 2020 foi o ponto fora da curva na história recente da companhia.
Com as lojas físicas fechadas ou funcionando com restrições durante a pandemia, consumidores migraram rapidamente para as compras pela internet.
A Via Varejo, dona das Casas Bahia e do Ponto, passou a ser vista como uma das beneficiárias dessa mudança.
Em julho daquele ano, as ações acumulavam alta de 84,6%, enquanto o Ibovespa ainda registrava queda.
Analistas destacavam o avanço das vendas digitais e a transformação da companhia, que acelerava investimentos em tecnologia e comércio eletrônico.
Continua após a publicidade Naquele momento, o mercado projetava um futuro muito mais otimista.
O Banco Safra, por exemplo, chegou a estabelecer preço-alvo de R$ 27 para a ação, apostando na expansão do comércio eletrônico da companhia.
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