Choque confirma que jovem morto em abordagem participou de latrocínio
O comando do BPChoque (Batalhão de Choque) da Polícia Militar afirmou ter convicção da participação de Bruno Rafael, de 18 anos, vulgo "Neguinho", no latrocínio que vitimou o comerciante Gian Marcelo Samaniego Ramão, no Bairro Lageado.
O suspeito foi morto em confronto com a equipe após ser localizado em uma edícula nos fundos de uma residência.
Durante coletiva de imprensa, o major Cleyton da Silva Santos contou que a identificação e o paradeiro de Bruno surgiram a partir dos depoimentos e delações dos próprios comparsas.
Segundo o comandante do Choque, em primeiro depoimento, Yuri Silva Santos Modesto, 27 anos, detalhou a logística do roubo e apontou Bruno Rafael como o executor dos disparos contra a vítima.
O comandante do BPChoque frisou que as equipes não poderiam ignorar os fortes indícios colhidos pela inteligência e reforçou que o suspeito teve a oportunidade de se render, assim como os demais comparsas do grupo.
"Informação preliminar que a gente teve, inclusive do próprio Yuri, foi que tanto o Matheus quanto o Neguinho estavam participando daquele delito.
Não tinha como a gente virar as costas para essa informação.
Assim como o Yuri se entregou, assim como o Matheus se entregou, o Bruno Rafael, também tinha a opção de se entregar.
Então a opção do confronto não foi nossa, a opção do confronto foi dele", afirmou o comandante.
No entanto, em depoimento oficial ao delegado Luca Venditto Basso, “Neguinho” foi apontado como sendo Miguel Sousa Silva, irmão de Bruno Rafael, e autor confesso dos disparos contra Gian.
Sobre a versão, o comandante afirma não saber quais orientações eles receberam do advogado.
"Eu não sei qual que foi o acordo que depois eles fizeram com o advogado do homem que mandou que o crime fosse cometido, mas, no primeiro momento, tudo que foi dito pra gente dá uma convicção muito grande que realmente o Neguinho, que é o Bruno Rafael, foi o rapaz que realmente efetuou o disparo lá.
Inclusive, não teve qualquer tipo de coação para que ele falasse a verdade", pontuou o comandante.
Remorso e papéis definidos - Ainda conforme o Choque, a análise dos depoimentos colhidos no momento das prisões revelou o grau de envolvimento e o comportamento de cada integrante da quadrilha.
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