Preso por execução em festa confessa crime e ligação com latrocínio
Jonathan Lucas Pereira, de 21 anos, confessou aos policiais do BPChoque (Batalhão de Choque) sua participação na execução de Lucas Henrique Santos Vieira, 25 anos, o "Gato Preto", durante uma festa na piscina no Jardim Tarumã, em Campo Grande, e apontou Matheus Pereira da Silva Lima, preso pelo latrocínio de Gian Marcelo Samaniego Ramão, como comparsa no crime que aconteceu em 8 de outubro e teve outro ferido.
Na versão informal, Jonathan relatou ser responsável pelos tiros que resultaram na morte de Lucas, junto com Matheus.
Segundo o seu relato, ele e Matheus executaram o crime após receberem informações sobre a localização exata da vítima por meio de Davi Marques Marinho da Silva, o "Caverinha", que também foi baleado no atentado, mas sobreviveu.
Jonathan foi preso por equipe do BPChoque (Batalhão de Choque) da Polícia Militar na tarde de segunda-feira (19).
Ele foi encontrado por volta das 13h30 em uma casa na Rua João Alves Pereira, junto com Paulo Henrique Silva Santos, 26 anos.
No local foram apreendidos uma mochila contendo um revólver Taurus calibre .44, aproximadamente 537 gramas de maconha e 12 gramas de cocaína.
Os militares também localizaram uma motocicleta Royal Enfield Hunter 350 e um motor de motocicleta Titan 125, ambos identificados como produtos de roubo.
Paulo optou por ficar em silêncio durante o depoimento.
Ambos os envolvidos foram levados para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol.
Empréstimo de armas - Jonathan estava com mandado em aberto pelo homicídio de Lucas e, em depoimento formal à delegada Lucélia Constantino de Oliveira, admitiu envolvimento no latrocínio de Gian já que, dias antes do crime, ele havia emprestado duas armas de fogo a Matheus: uma pistola Taurus calibre 9 milímetros e um revólver calibre .38 da marca Thoros Brasil.
Jonathan justificou que cedeu o armamento por laços de amizade e consideração, afirmando que Matheus o havia auxiliado e cuidado dele durante o período em que esteve internado em um hospital após sofrer atentados contra a vida.
O preso alegou que acreditava que as armas seriam utilizadas exclusivamente para a defesa pessoal do comparsa e que não obteve qualquer vantagem financeira com o empréstimo.
Conforme as investigações policiais, o revólver cedido por Jonathan foi o instrumento utilizado na execução da vítima do latrocínio.
Matheus foi preso em Itu (SP).
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