‘Tenho certeza que a eleição vai ser 51% a 49%’, afirma fundador do Market Makers
O mercado passa por um movimento de realização após uma sequência de altas, mas o principal fator de pressão, neste momento, é o cenário geopolítico, afirmou Thiago Salomão, fundador do Market Makers , em entrevista ao Giro do Mercado .
Para Salomão, a alta do petróleo, que já se tornou frequente acima de US$ 100, é um dos principais pontos de preocupação.
O avanço da commodity encarece as cadeias produtivas globais, pressiona os preços e, consequentemente, a inflação.
Veja a análise completa no Giro do Mercado Esse cenário tende a sustentar juros elevados no exterior.
No Brasil, porém, o impacto deve ser mais limitado, já que fatores domésticos devem abrir espaço para um corte da Selic nesta semana, afirmou.
“O mercado é muito sensível e até emocionado demais”, disse Salomão ao comentar os efeitos das tensões geopolíticas sobre os ativos.
IA e o medo de uma bolha O fundador do Market Makers também avaliou a forte reação dos mercados às preocupações relacionadas à Inteligência Artificial (IA).
Na visão dele, os ativos estão respondendo rapidamente a declarações e alertas, sem necessariamente haver uma reflexão proporcional sobre os riscos.
Salomão citou a mudança de percepção em torno da tecnologia.
Segundo ele, depois de o mercado tratar a IA como uma tendência capaz de transformar tudo, uma declaração de um ex-funcionário e de um CEO foi suficiente para desencadear o sell-off observado nos mercados.
O analista ponderou que os riscos não devem ser ignorados, mas considera exageradas as conclusões de que a queda representa o estouro definitivo de uma bolha.
“Não quero relativizar que a IA pode ser um problema de segurança mundial, que talvez elas estejam andando mais rápido que a velocidade de implementação de segurança dos próprios agentes, mas os mercados se movem muito rápido sem muita reflexão”, afirmou Eleição deve aumentar volatilidade No Brasil, o cenário eleitoral também deve continuar influenciando os mercados, especialmente após as novas pesquisas BTG Pactual/Nexus e Quaest.
Para Salomão, a disputa presidencial tende a ser extremamente apertada.
“Tenho certeza que a eleição vai ser 51% a 49%, não sei para quem, mas vou cravar que vai ser assim”, afirmou.
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