Governo de MG proíbe publicidade de bets em estádios e espaços públicos do Estado
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"Nós temos de trabalhar pra inviabilizar a continuidade dessa praga", disse o governador em conversa com jornalistas nesta quinta. Ele afirma que a medida visa proteger a população e o mercado de perdas financeiras decorrentes da modalidade.
O Mineirão informou que ainda não foi notificado do decreto. O Cruzeiro, a CBF e a FMF não retornaram às tentativas de contato da reportagem.
Além das bets, o decreto ainda veda a propaganda de plataformas de conteúdo adulto ou serviços de cunho sexual nos bens e espaços citados e em eventos promovidos ou apoiados pelo governo.
Para justificar a medida, Simões citou dados do Ministério da Fazenda que apontam que as bets autorizadas a operar ao nível federal receberam, em 2025, R$ 220,6 bilhões em depósitos . Segundo o governador, depósitos realizados em Minas Gerais representam 10% deste total —uma estimativa de cerca de R$ 22 bilhões gastos em bets autorizadas e cerca de R$ 37 bilhões quando consideradas as casas de apostas irregulares.
"É um recurso que custa empregos, retira dinheiro de circulação do comércio e deixa de financiar as atividades públicas", afirmou Simões, citando o valor de R$ 4 bilhões para mensurar as perdas líquidas para o Estado, montante que considera o prejuízo real entre o dinheiro gasto nas plataformas e os prêmios ganhos pelo apostador.
O governador também afirmou que a Loteria Mineira foi notificada para rescindir imediatamente o contrato relacionado à exploração de apostas esportivas e disse que municípios do Estado receberão uma orientação para adotarem medidas semelhantes localmente.
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