Permafrost: degelo de solo congelado pode ajudar a explicar desastre no Nepal
Langtang Lirung no Nepal Wikimedia Commons Ao menos 362 pessoas morreram e 1.468 estão desaparecidas após uma avalanche de gelo e rochas provocar uma enorme enxurrada de água, lama e detritos na fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China.
Entre os desaparecidos estão mais de 900 estrangeiros.
A onda avançou pelo vale do rio Bhote Koshi, uma das principais rotas de ligação entre Katmandu e o Tibete, destruindo casas, pontes e estradas.
Houve pouco aviso prévio.
As imagens da enchente repentina carregada de detritos são chocantes.
Infelizmente, isso não é surpreendente.
Como especialista em geleiras, tenho acompanhado seu recuo acelerado em todo o mundo à medida que derretem – e os desastres que podem se seguir.
Uma análise preliminar sugere que o colapso repentino de uma geleira tenha desencadeado o desastre.
À medida que as mudanças climáticas se intensificam, as geleiras em todo o mundo estão derretendo – mesmo em regiões de alta altitude, como o Himalaia.
O Himalaia é especialmente vulnerável, pois as encostas íngremes de muitas dessas montanhas altíssimas são formadas por permafrost – rochas e solo congelados há séculos.
À medida que as temperaturas aumentam, essas encostas começam a derreter ou a se desestabilizar.
Se ocorrer um terremoto ou um deslizamento de encosta, isso pode desencadear um fluxo repentino e devastador de detritos.
Avalanche no Nepal e Tibete: o que se sabe sobre a tragédia Lago formado após colapso de geleira ameaça provocar nova avalanche no Nepal Ainda é cedo para afirmar que essa foi a causa exata.
Mas sabemos que as grandes reservas de gelo do Himalaia – conhecido como o “terceiro polo” do mundo, pois contém a maior quantidade de neve e gelo depois do Ártico e da Antártida – não estão mais seguras.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.