Número de pessoas em situação de rua cresceu 36% em 5 anos em BH
População em situação de rua cresce em BH Mais de 16 mil pessoas informaram não ter moradia em Belo Horizonte, segundo dados cadastrados no CadÚnico de 2026.
O número de pessoas em situação de rua na capital chegou a 16.115 e é 36% maior do que o registrado há cinco anos, quando eram 11.858.
Apesar do aumento, a rede de acolhimento temporário da cidade conta com 1,2 mil vagas.
Isso representa menos de 8% da demanda informada no levantamento. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A Prefeitura de Belo Horizonte informou que reconhece que houve aumento na procura pelos serviços voltados à população em situação de rua.
Segundo a administração municipal, por causa disso, novas estruturas e projetos foram criados neste ano.
Segundo Alice Brandão, diretora de Políticas para a População em Situação de Rua de Belo Horizonte, a prefeitura inaugurou duas novas unidades de acolhimento.
Uma delas é voltada para migrantes e a outra atende famílias.
"A gente também inaugurou recentemente uma unidade para famílias, porque percebemos um aumento de casais, de famílias, às vezes inteiras, que perdem renda, perdem a possibilidade de arcar com aluguel e acabam indo para a rua", completou a diretora.
Para passar a noite, essas pessoas contam com um albergue no bairro Floresta e um abrigo no bairro Primeiro de Maio.
Durante o dia, podem procurar os Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centro Pop), onde há refeições, lavanderia, banho e apoio para emissão de documentos.
Ao todo, são cinco unidades espalhadas pela cidade, nos bairros Barro Preto, Lagoinha e Floresta.
Abrigos construidos por pessoas em situação de rua em BH TV Globo LEIA TAMBÉM Acidente entre ônibus e caminhão deixa ao menos dois mortos e interdita BR-040 na Grande BH Entidades avaliam que serviço é insuficiente Mesmo com essa estrutura, entidades que atuam com essa população avaliam que os serviços ainda são insuficientes e pouco articulados.
De acordo com Claudenice Rodrigues Lopes, coordenadora da Pastoral de Rua da Arquidiocese de Belo Horizonte, faltam políticas que garantam uma saída efetiva das ruas, com acesso à moradia e ao trabalho.
"As pessoas tem o lugar de dormir, às vezes, garantido, o lugar do banho, da alimentação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Minas Gerais.