EUA anunciam ampliação das sanções no âmbito da “ofensiva econômica” contra o Irã
Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (24) uma ampliação das sanções secundárias que podem impor a entidades e países que mantêm laços comerciais com o Irã em todo o mundo, à medida que o governo Trump intensifica significativamente a pressão econômica sobre Teerã, com a guerra se aproximando da marca de seis meses.
Em uma coletiva de imprensa, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou o que descreveu como um “Dia D econômico”, que visa dar um aviso final aos países para que rompam seus laços comerciais com o Irã ou corram o risco de ter empresas e entidades importantes excluídas do sistema financeiro baseado no dólar.
“Estamos lançando uma ofensiva econômica contra as conexões financeiras do Irã em todo o mundo.
Nosso objetivo é cortar todas as linhas de vida econômicas que sustentam esse regime tirânico até que Teerã fique isolada”, disse Bessent.
O Departamento do Tesouro dos EUA mapeou as redes, os facilitadores e os canais financeiros que o Irã utiliza para contrabandear petróleo e contornar sanções, e afirmou que Washington trabalharia com parceiros dos EUA para atingir qualquer fonte de “receita ilícita” do Irã.
O departamento informou que emitiu determinações contra cinco setores — ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo — que o governo iraniano está utilizando para sustentar sua economia.
O Tesouro também impôs sanções a quase 60 entidades, indivíduos e embarcações.
A China tem sido, há vários anos, a maior compradora de petróleo iraniano, e Washington intensificou seus esforços para coibir as compras chinesas, mas até o momento não chegou a designar os maiores bancos chineses que possam estar facilitando o comércio de petróleo.
A guerra de Trump contra o Irã, que elevou os preços da energia em todo o mundo, está prestes a completar seis meses.
Embora os combates intensos tenham diminuído, os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra estão estagnados e o transporte de petróleo e matérias-primas pelo Estreito de Ormuz continua bloqueado, mantendo os preços da energia elevados.
A popularidade de Trump caiu, com apenas 33% dos norte-americanos, segundo a última pesquisa Reuters/Ipsos, aprovando seu desempenho.
Ele afirma que os custos econômicos são necessários para garantir que o Irã não possua uma arma nuclear.
Os EUA mantêm sanções contra o Irã há décadas, a maioria das quais visa restringir as receitas do país com o petróleo, o setor de aviação, as criptomoedas, a aquisição de componentes de armas e outros equipamentos militares, além de cortar o financiamento para empresas controladas pela Guarda Revolucionária Islâmica, uma força dominante na economia iraniana.
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