Tarcísio faz discurso de presidenciável e fala em projeto de país
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adotou nesta terça-feira (18) um discurso de alcance nacional ao defender a construção de um projeto de país e cobrar uma agenda econômica para o Brasil às vésperas da eleição presidencial.
Durante participação em evento promovido pelo Santander, Tarcísio afirmou que o país não tem hoje uma visão convergente sobre seus principais desafios e questionou quais propostas estão colocadas para os próximos anos.
“O que é revelador aí é que a gente não tem uma visão convergente de Brasil.
E a gente está caminhando para uma eleição presidencial. […] Qual o plano brasileiro que está na mesa? O que está realmente na mesa? O que a gente vai atacar? Qual a nossa capacidade de estabelecer consenso acerca de um grande tema?”, afirmou.
Leia mais Caiado diz que usará Coaf contra lavagem de dinheiro em bets e fintechs Novas ferramentas digitais enfrentam resistência de Lula na campanha do PT Flávio anuncia especialistas para detalhar pontos de programa de governo Embora dispute a reeleição em São Paulo, o governador dedicou parte da fala a temas nacionais, como responsabilidade fiscal, segurança jurídica, mercado de crédito, produtividade e reforma tributária.
Tarcísio foi apontado nos últimos anos como um dos principais nomes para suceder politicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e segue sendo citado como um dos nomes fortes da direita para disputa pela Presidência em 2030.
Ao defender a necessidade de o país voltar a construir consensos, Tarcísio citou o Plano Real como referência e afirmou que o Brasil pode ter perdido essa capacidade desde então.
“Talvez a última vez que o Brasil teve capacidade de estabelecer uma visão consistente […] tenha sido no Plano Real.
Depois disso, a gente talvez tenha perdido essa capacidade”, disse.
Tarcísio também demonstrou preocupação com o cenário fiscal nacional e seus reflexos sobre os estados.
Segundo ele, as incertezas sobre os rumos da economia fazem com que São Paulo tenha cautela até mesmo com projetos que já estão estruturados, diante do risco de uma deterioração econômica afetar receitas e compromissos futuros.
O governador também criticou a demora enfrentada por São Paulo para conseguir autorização para determinadas operações de crédito e comparou a situação paulista com a de outros estados.
“Se você pegar, por exemplo, os prazos de liberação da operação de crédito, é uma questão completamente irracional”, afirmou.
Segundo Tarcísio, estados com problemas fiscais conseguem, em alguns casos, avançar mais rapidamente, enquanto São Paulo, mesmo com indicadores de liquidez e capacidade para contratar financiamentos, enfrenta dificuldades.
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