Ministros do TSE discutem uso de deepfakes na campanha eleitoral e ação contra Flávio
Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão reunidos na tarde desta terça-feira (18) para discutir se proíbem de forma ampla o uso de deepfakes na campanha eleitoral e qual a punição para casos de violação da regra.
Os ministros discutem sobre o julgamento de uma ação do PT contra a divulgação de vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro produzido por inteligência artificial na convenção que confirmou Flávio Bolsonaro como candidato do PL ao Planalto. 🔎 O que é deepfake: é uma técnica que permite alterar um vídeo ou foto com ajuda de inteligência artificial (IA).
Com ele, por exemplo, o rosto da pessoa que está em cena pode ser trocado pelo de outra; ou aquilo que a pessoa fala pode ser modificado.
A reunião é fechada e acontece antes da sessão de julgamentos do plenário.
O encontro foi marcado pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.
TSE avalia proibição do uso de deepfakes durante a campanha eleitoral A reunião estava prevista para a semana passada, mas foi adiada.
Segundo ministros, o motivo do adiamento foi o "alongamento" da sessão no plenário.
Proibição de deepfake🔎 Ministros ouvidos pelo g1 afirmam que a tendência seria fechar um entendimento pela proibição geral de deepfakes.
Na avaliação de ministros, isso evitaria que a Justiça Eleitoral recebesse uma enxurrada de ações questionando o uso da tecnologia.
Outra sinalização é a fixação de qual seria a punição aplicada para violações, há quem defenda multa e advertência, por exemplo, e sanções mais graves para casos recorrentes.
TSE lança cartilha sobre o uso de I.A. nas eleições; veja o que pode e o que não pode De acordo com integrantes do TSE, há indicações de duas correntes que devem ser debatidas na conversa: proibição ampla de deepfake, ou seja, a ferramenta não pode ser utilizada nem para o bem e nem para o mal, portanto com nenhuma finalidade; ou proibição nos casos em que enganar o eleitor ou prejudicar um candidato.
O debate dos ministros tem como pano de fundo o julgamento de uma ação do PT contra a divulgação de vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro produzido por inteligência artificial na convenção que confirmou Flávio Bolsonaro como candidato do PL ao Planalto. 🔎Bolsonaro cumpre prisão domiciliar pela condenação de 27 anos e três meses de prisão na chamada trama golpista.
O ex-presidente cumpre restrições impostas pela Justiça, como a proibição de divulgação de manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.