Casos Master, Dark Horse, INSS e Lulinha atravessam campanhas e põem holofotes sobre PF e tribunais
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Para além da disputa de votos, as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro ( PL ), principais candidatos à Presidência, se dedicam a ajustes de rota para ora contornar, ora explorar investigações, decisões e escândalos que atravessam o xadrez eleitoral neste ano.
Fora do alcance dos candidatos, ações da Polícia Federal e de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), assim como antigas tensões entre os Poderes, têm sido as maiores responsáveis pelas movimentações do tabuleiro, que pendeu primeiramente a favor do petista e mais recentemente em benefício de Flávio.
Até agora, cada oponente se viu no centro de ao menos um escândalo com origem em investigações da PF autorizadas por ministros do STF. Em maio, foram reveladas pelo Intercept Brasil as mensagens entre Flávio e Daniel Vorcaro sobre o filme "Dark Horse ", que amarraram o bolsonarista ao caso do Banco Master .
Neste mês, a Folha mostrou que a PF investiga Fábio Luís Lula da Silva , o Lulinha , por suspeita de tráfico de influência por atuar ao lado da lobista Roberta Luchsinger em busca de contratos com o governo federal. Ela é investigada também por sua conexão com o chamado Careca do INSS, de outro caso ruidoso, o dos descontos fraudulentos nas aposentadorias, do qual a campanha petista quer distância.
A PF também apura pagamentos de Roberta ao ex-chefe de gabinete de Lula , Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
O baque, nas duas situações, foi sentido em sondagens internas das campanhas. Para auxiliares de Lula e Flávio, o receio é que novos capítulos envolvendo Lulinha e Vorcaro afetem a pequena parcela de eleitores indecisos (2%, segundo o mais recente Datafolha), já que a maioria consolidada de petistas e bolsonaristas parece não se abalar.
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A influência de investigações no resultado das urnas não é algo novo, sobretudo para políticos de diferentes alas que viveram a eleição de 2014 em meio a operações da Lava Jato e que concordam no diagnóstico de que o STF cresceu desde então. O equilíbrio entre os Poderes é uma das principais pautas no pleito deste ano.
Boa parte do imponderável nesta campanha está nas mãos do ministro André Mendonça , o "terrivelmente evangélico" escolhido por Jair Bolsonaro (PL) e por isso visto com simpatia pela direita e suspeição pela esquerda. Mendonça é relator do caso Master e de dois dos três inquéritos que miram Lulinha —o terceiro está com Flávio Dino , considerado aliado do PT.
O último movimento de Mendonça foi pedir a investigação de vazamentos do inquérito das fraudes do INSS, atendendo a um pedido da defesa de Lulinha.
No caso da Polícia Federal, sob o comando de Andrei Rodrigues, a desconfiança vem da direita, que aponta vazamentos seletivos no caso Master.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.