Alibaba planeja levantar US$ 10,2 bi em meio à expansão de investimentos em IA por empresas chinesas
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O grupo chinês de comércio eletrônico e computação em nuvem Alibaba planeja levantar US$ 10,2 bilhões (R$ 52,6 bilhões) por meio de uma colocação de ações, enquanto intensifica os investimentos de capital para competir com as principais empresas de inteligência artificial do mundo.
A Alibaba afirmou que usará a totalidade dos recursos da oferta em investimentos em IA, aproveitando o forte otimismo nos mercados acionários da China , que levou as avaliações das empresas de tecnologia a novos patamares recordes.
"A Alibaba pretende usar 100% dos recursos líquidos da colocação de ações para investir em suas capacidades de IA de ponta a ponta, inclusive para ampliar e aprimorar sua infraestrutura de IA", afirmou a empresa.
A colocação, que será oferecida a investidores de fora dos Estados Unidos , ocorre após a Alibaba registrar uma saída de caixa livre de US$ 6,6 bilhões (R$ 34 bilhões) no trimestre encerrado em junho e uma queda de 75% no lucro líquido, para cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,7 bilhões), à medida que aumenta os gastos com IA.
Os investimentos em IA provocaram uma forte expansão da atividade nos mercados de capitais chineses neste ano, com a euforia no setor elevando as avaliações a níveis extremos.
O entusiasmo dos investidores foi alimentado pelo lançamento, no mês passado, do Kimi K3, da Moonshot —o maior modelo de IA da China até hoje—, e pela abertura de capital da fabricante chinesa de chips CXMT.
As ações da empresa de chips de memória, que levantou US$ 8,6 bilhões (R$ 44,3 bilhões) em sua oferta, dispararam 466% na estreia em bolsa.
O grupo de robótica humanoide Unitree levantou US$ 900 milhões (R$ 4,6 bilhões) na semana passada, e suas ações saltaram mais de 600% na estreia, após a demanda superar em mais de 5.500 vezes o lote disponível para investidores de varejo.
A colocação de ações da Alibaba ocorre poucas semanas depois de a empresa, sediada em Hangzhou, lançar seu mais recente modelo de IA, o Qwen 3.8-Max, que, segundo avaliações preliminares de desempenho, se destaca em áreas como a "programação agêntica", na qual robôs escrevem e corrigem códigos recebendo dos humanos apenas orientações gerais.
O avanço da empresa na área de IA ocorre enquanto ela enfrenta obstáculos regulatórios cada vez maiores nos Estados Unidos.
Em junho, o Pentágono recolocou a Alibaba, juntamente com a plataforma de internet Baidu e a fabricante de veículos elétricos BYD, em uma lista de restrições a empresas chinesas consideradas um risco à segurança nacional dos Estados Unidos devido a supostas ligações com o Exército de Libertação Popular.
A Alibaba pediu a um tribunal dos Estados Unidos que anule a ordem do Pentágono, afirmando que não mantém vínculos com o Exército de Libertação Popular e não participa da chamada "fusão civil-militar", na qual as indústrias civis chinesas e o setor de defesa estatal atuam em conjunto.
O líder da China, Xi Jinping , e o presidente dos EUA, Donald Trump , têm um encontro marcado nos Estados Unidos na próxima semana, naquela que será a segunda cúpula entre os dois neste ano.
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