Em tempos de IA, como gerar alfa na sala de aula?
No primeiro dia de aula, semana retrasada, um aluno me perguntou se eu estava usando as dicas da Inteligência artificial (IA) para comprar e vender ações na bolsa.
Era um questionamento quase óbvio, que eu já esperava.
“Tô gerando muita alfa com IA, mestre!”, gabou-se.
Todo início de semestre tem um ritual mais ou menos conhecido: o professor se apresenta, fala da disciplina, mostra a bibliografia, explica as avaliações, comenta o que pretende fazer ao longo dos próximos meses.
Eu, de minha parte, costumo inverter um pouco a lógica e peço a eles que se apresentem também.
Quero saber o que pensam em fazer da vida, onde imaginam trabalhar, quais são seus objetivos profissionais.
Nem sempre eles sabem responder e é até natural, pois a maioria é muito jovem.
Em Economia e Finanças, essa conversa inicial me interessa porque a sala de aula não deveria existir separada do mundo que os espera do lado de fora, dentro dos escritórios, dos bancos, das agências e fábricas.
Tornei-me professor há 27 anos.
De lá para cá, mudou quase tudo, passando por um lockdown de uma pandemia.
Mudaram os alunos, os recursos, as plataformas, os livros, a velocidade da informação, a forma de pesquisar e até a paciência para ouvir uma exposição mais longa.
Até recentemente, nós competíamos apenas com o celular.
Hoje, com a chegada da IA, surgiu uma mudança de outra natureza.
Tenho lido muitos colegas professores discutindo seus benefícios e malefícios.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.