Cripto já é assunto de eleição. Veja por que isso importa
A chegada do período eleitoral ocorre em um momento decisivo para a indústria cripto, pois o resultado nas urnas pode influenciar significativamente o papel do Brasil neste cenário de inovação.
O Brasil está entre os sete maiores mercados de cripto do mundo e, segundo a Pesquisa Nacional de Criptomoedas 2026, realizada pela Paradigma Education e Datafolha, com apoio da Coinbase, 17,2% dos brasileiros já investiram em criptomoedas, o que representa 29 milhões de pessoas.
Mais do que um número expressivo de usuários, estamos falando de um grupo no qual 65,8% dos investidores em criptomoedas consideram importante votar em parlamentares comprometidos com a proteção dos direitos dos usuários de ativos digitais.
Esse resultado sinaliza uma mudança importante.
O debate sobre cripto não está mais limitado à pergunta sobre se as pessoas devem ou não investir.
A questão agora é qual será o ambiente regulatório, econômico e institucional em que essa nova economia irá se desenvolver.
O perfil desse eleitorado também merece atenção.
Segundo a Pesquisa Nacional de Criptomoedas, recém-lançada, a população que investe em cripto é mais centrista e mais engajada politicamente o que a média dos brasileiros.
Isso significa que não estamos diante de um grupo necessariamente identificado com um único campo político.
Pelo contrário: trata-se de um eleitorado independente, que pode avaliar candidatos a partir de posições concretas sobre um tema que impacta diretamente sua vida financeira.
Essa atenção à liberdade econômica não significa transformar criptomoedas em uma bandeira partidária ou esperar que candidatos adotem uma posição única sobre o setor.
Significa reconhecer que existe uma parcela crescente da população interessada em entender como políticas públicas, regulação e decisões econômicas podem afetar uma tecnologia que já está presente em sua realidade.
O uso das stablecoins é um exemplo.
A proposta do Banco Central, que exige que Prestadores de Serviços de Ativos Virtuais (VASPs), incluindo corretoras de criptomoedas, imponham um período preventivo de retenção de até 24 horas para transferências superiores a US$ 10 mil destinadas a carteiras de autocustódia ou ao exterior, é motivo de preocupação e impacta centenas de brasileiros.
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