Frigoríficos habilitados à UE já adotam protocolo de segregação, diz Abiec
Todos os frigoríficos brasileiros habilitados a exportar carne bovina para a UE (União Europeia) já participam dos protocolos de controle e segregação relacionados às novas exigências europeias para o uso de antimicrobianos, segundo a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) .
Segundo a associação, são cerca de 50 estabelecimentos de abate habilitados que adotam uma cadeia de controles que começa na propriedade rural e acompanha o animal até o frigorífico.
O protocolo foi homologado pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) em maio deste ano e tem adesão voluntária.
O objetivo é permitir a certificação de bovinos que não tenham sido submetidos a determinados antimicrobianos, de acordo com as exigências dos mercados de destino.
Aves podem voltar à UE antes da carne bovina, diz ministro Senado amplia articulação sobre exigências da UE para carne bovina Exportações de carne bovina recuam em julho, mas crescem 9,9% no ano Nesta terça-feira (18), houve uma Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina do Mapa , na qual foi informada aos presentes que cerca de 220 fazendas já adotam o protocolo de exportação de bovinos livres de antimicrobianos e o número tende a aumentar .
A reunião aconteceu uma semana antes do desembarque da missão veterinária europeia, que está prevista para chegar ao Brasil no dia 24 de agosto .
A entrada em vigor dos novos protocolos e a possível exclusão do país como apto a exportar carnes para a UE entra em vigor no dia 3 de setembro .
Para Emílio Salani, vice-presidente executivo do Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal) , o principal desafio para a pecuária está na duração e na complexidade do ciclo produtivo.
Em entrevista ao CNN Agro nesta quarta-feira (19), Salani afirmou que o animal pode passar por diferentes propriedades durante a vida, entre as etapas de cria, recria e engorda.
Isso exige que informações sobre o histórico sanitário e o uso de medicamentos sejam preservadas ao longo de todo o processo.
Segundo ele, para que houvesse animais aptos à exportação sob as novas regras neste momento, a segregação deveria ter começado com antecedência.
“Nós deveríamos ter iniciado essa segregação, a documentação desses produtores e de quem estivesse envolvido, há pelo menos dois anos atrás.
A ideia hoje é iniciar e começar a demonstrar para a comunidade europeia, para que permita ela fazer auditoria e que possa validar o nosso protocolo e aceitar alguns períodos de certificações de não uso”, explicou.
Salani ainda destacou que durante a visita da representação europeia, será apresentado o protocolo para que pelo menos possa haver um certificado “parcial” de alguns animais para colocá-los no mercado europeu.
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