Argentina desbanca Brasil e tem reforços mais caros da janela sul-americana
O Brasil ainda é o mercado mais rico do futebol sul-americano. Só que, pelo menos nesta janela de transferências, não é ele quem tem protagonizado os grandes negócios do continente.
Contrariando a tendência das últimas temporadas, as duas contratações mais caras da área da Conmebol neste meio de ano desembarcaram na Argentina, mais precisamente no River Plate.
Primeiro, a equipe de Buenos Aires desembolsou 13,2 milhões de euros (R$ 79,6 milhões) para adicionar ao seu elenco o atacante Ángel Correa, ex-Atlético de Madri e campeão da Copa-2022 ao lado de Lionel Messi.
Depois, venceu a concorrência com o Flamengo e quebrou o recorde de reforço mais caro da Argentina ao pagar 20 milhões de euros (R$ 120,7 milhões) para tirar o meia Thiago Almada do mesmo Atleti.
O River tem ainda mais dois jogadores no top 10 das contratações mais endinheiradas desta janela na América do Sul, os meias Mauro Arambarri (5º) e Tobías Andrada (9º). Já seu arquirrival, Boca Juniors, aparece uma vez na parte de cima do ranking, com Sebastián Villa (7º).
E o Brasil? Nesta edição do Mercado da Bola, o jogador mais caro que assinou com um clube do país pentacampeão mundial foi o meia-atacante Gabriel Pec, contratado por 10,5 milhões de euros (R$ 63,4 milhões) pelo Cruzeiro. Na lista dos maiores negócios desta janela sul-americana, essa transação ocupa a terceira posição.
Curiosamente, Pec é o único atleta brasileiro que aparece no top 10. Todos os outros jogadores da lista têm o espanhol como idioma nativo: são seis argentinos, dois colombianos e um uruguaio.
As oitavas de final da Libertadores-2026 reservaram dois duelos entre Brasil e Argentina, os países de futebol mais ricos do continente.
Na última terça-feira, o Fluminense eliminou nos pênaltis o estreante Independiente Rivadavia, que havia sido a sensação da fase de grupos. Já na noite de hoje, o duelo da vez será Corinthians x Rosario Central.
No jogo de ida, na Argentina, houve empate. Ou seja, quem sair de campo durante os 90 minutos na NeoQuímica Arena ficará com a vaga para a próxima fase. Em caso de nova igualdade, a classificação será decidida nos pênaltis.
A Libertadores deste ano é uma espécie de edição de desempate entre Argentina e Brasil pelo posto de maior campeão do torneio em todos os tempos. Atualmente, eles dividem o recorde, com 25 taças cada.
A terra de Messi construiu uma trajetória histórica mais homogênea na competição, enquanto os brasileiros tiraram a vantagem dos arquirrivais nesta década -conquistaram as últimas sete edições.
O sucessor do Flamengo como vencedor da competição interclubes número um da Conmebol será conhecido no dia 28 de novembro.
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