Polícia identifica 8 envolvidos em morte de engenheiro espancado em SP
A Polícia Civil identificou oito suspeitos de participarem do latrocínio (roubo seguido de morte) do engenheiro e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos. Ontem, dois adolescentes foram apreendidos por envolvimento no crime. A vítima foi espancada em Santos, no litoral de São Paulo, após participar de um ato político em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Até o momento, a reunião de provas permitiu a Polícia Civil identificar oito indivíduos que teriam participado da ação. Sendo que duas têm 18 e 19 anos, e outros são seis adolescentes (dois de 17 anos, três de 16 anos, e um de 14 anos). O caso é investigado pelo 4ºDP de Santos em conjunto com o 3ºDP e com a 3ª Deic-Homicídios.
Polícia Civil representou por medidas cautelares contra os identificados. Até ontem, dois adolescentes suspeitos foram apreendidos. Os nomes dos adolescentes e adultos identificados não foram divulgados. Não há informações sobre os paradeiros dos outros seis suspeitos.
Segundo a polícia, o grupo subtraiu itens de outras pessoas na mesma madrugada em que agrediram e roubaram Marcelo. Essas circunstâncias estão sendo investigadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.
Diligências continuam para o esclarecimento do caso. A Polícia Civil também ainda apura a possível participação de outras pessoas no crime contra o engenheiro.
Justiça decretou a internação provisória dos dois adolescentes apreendidos, informou a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo). A decisão judicial se baseou nos elementos probatórios apresentados pelo 4º Distrito Policial de Santos.
O caso é investigado como latrocínio. Segundo a SSP-SP, o celular e outros pertences da vítima foram roubados após as agressões.
Apuração ainda continua. A SSP-SP esclareceu que as autoridades trabalham com a análise de imagens de câmeras de monitoramento e de redes sociais e também de depoimentos de testemunhas para individualizar a conduta de cada agressor. "O trabalho foi reforçado pelo NOAD (Núcleo de Observação e Análise Digital), órgão de inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP), para identificar os autores em coordenação com auxílio de empresas de tecnologia, telefonia e redes sociais."
No dia do crime, Marcelo havia participado de uma apresentação da Banda Esquerdantina, na Avenida Conselheiro Nébias. O local fica nos arredores do Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista). Por volta das 3h de sábado (24), ele se afastou dos amigos para ir ao banheiro.
Em nota, a banda afirmou que o engenheiro foi encontrado inconsciente e socorrido. "Diversas publicações relatam que a agressão seria motivada por homofobia", afirmou o grupo.
Após a agressão, Marcelo foi internado em estado grave e permaneceu em coma induzido. Inicialmente, ele foi levado à Santa Casa de Santos e, posteriormente, transferido para o Hospital São Paulo, hospital universitário da Unifesp, na zona sul da capital paulista. A morte dele foi confirmada na tarde de ontem.
Câmera de segurança registrou o momento em que o engenheiro foi cercado por um grupo de ao menos sete pessoas.
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