Discord cita TikTok e Telegram como plataformas em que morte de menina teria sido articulada
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Segundo a empresa, a existência de interações fora de sua plataforma ajudaria a explicar por que seus sistemas não identificaram o risco de imediato .
O TikTok nega que tenham ocorrido atividades de coordenação ligadas ao caso em sua plataforma. Em nota, a empresa afirmou ter realizado buscas sobre o episódio e disse não ter encontrado indícios de que o incidente tenha sido articulado ou de que usuários tenham sido redirecionados a ele por meio da rede social.
A ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) determinou na quarta-feira (12) que o Discord suspenda as transmissões ao vivo em sua plataforma após o caso da adolescente , que teria sido induzida por outros jovens à automutilação e ao suicídio, com cenas transmitidas pela plataforma. A empresa tem três dias úteis para cumprir a determinação.
"Essa circunstância é relevante para reconstruir a cronologia e compreender quais sinais estavam disponíveis à Discord antes do incidente", disse.
Como a Folha mostrou, o Discord admitiu em documento enviado ao governo federal que havia indícios de risco na transmissão ao vivo que teria culminado na morte de uma menina , mas que isso não foi suficiente para disparar um alerta confiável no sistema interno da plataforma.
O texto, datado de 10 de agosto, é uma resposta a perguntas da Secretaria Nacional de Direitos Digitais, vinculada ao Ministério da Justiça. O órgão questionou a empresa sobre a transmissão ao vivo.
No documento, a empresa disse que seu sistema trabalha com uma pontuação de risco. A transmissão específica teria recebido pontuação de 0,12, enquanto o limite para identificação automatizada é de 0,95.
O Discord afirmou que o resultado está sendo reexaminado e poderá servir para avaliar eventuais aprimoramentos na sensibilidade do sistema, buscando um equilíbrio entre a capacidade de detecção e a produção de falsos positivos.
A empresa afirmou ainda ter recebido uma comunicação de um órgão de segurança sem muitas informações às 3h50. E que, menos de 25 minutos depois, o servidor da transmissão foi removido.
Nota técnica da ANPD concluiu que o Discord não tem ferramentas que viabilizem mecanismos de análise de conteúdo e detecção de violações em tempo real. De acordo com o documento, a plataforma "depende de sistemas automatizados falhos e de denúncias pelos próprios participantes desses ambientes voltados à prática dessas violações".
"O caso relatado pela empresa [...] evidencia falha grave no modelo implementado, uma vez que fato gravíssimo recebeu uma sinalização de risco erroneamente baixa porque o sistema automatizado de detecção não foi bem calibrado", afirma.
O documento também diz que a possibilidade de haver falsos positivos nas notificações de violação, caso o sistema fique mais sensível, não justifica a falha.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Cotidiano.