Talvez a sua voz não seja tão feia quanto você pensa
Quando pergunto aos alunos do nosso curso de oratória, ou aos ouvintes nas palestras que ministro, quem não gosta de ouvir a própria voz gravada, a maioria levanta o braço como resposta de que não está satisfeita com o que ouve.
Tento tranquilizá-los ressaltando que a chance de estarem enganados é bastante alta.
A explicação é simples: quando falamos, ouvimos a nossa voz também pela ressonância das vibrações nos ossos e tecidos da cabeça, o que lhe dá determinada sonoridade.
Na gravação, essa participação óssea desaparece.
É justamente essa diferença que faz com que a nossa voz gravada nos pareça tão estranha.
Leva um tempo para se acostumar Ou seja, é uma forma diferente da que estamos acostumados.
E por ser uma forma diferente, estranhamos, e por estranharmos normalmente não gostamos.
É normal que esse fenômeno ocorra.
Para as outras pessoas, entretanto, esse estranhamento não existe, pois sempre ouviram nossa voz de maneira muito mais próxima daquela registrada na gravação.
Com o tempo, em muitos casos, a pessoa vai se acostumando e se familiarizando com o som da própria voz e passa a aceitá-la com mais naturalidade.
Nem sempre, porém, a impressão que temos de uma voz depende apenas dela.
Há uma série de fatores que influenciam a maneira como é percebida.
Um deles é a reverberação.
Certa vez, almoçando com o cantor Eduardo Araújo, ele me contou uma história curiosa, que foi também uma grande lição.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.