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IBGE enfrenta greve e tensão crescente entre sindicato e gestão Pochmann

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IBGE enfrenta greve e tensão crescente entre sindicato e gestão Pochmann

Em meio à queda de braço entre sindicalistas e a gestão do presidente Marcio Pochmann, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) enfrenta greve por tempo indeterminado convocada pela Assibge (Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatística) em três de suas unidades, desde a última sexta-feira . O órgão, responsável pelos indicadores oficiais da economia brasileira, diz que a divulgação dos índices, como o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação do país, não está comprometida.

Paralisação envolve funcionários de três unidades: a central do IBGE, no Rio de Janeiro, a da Bahia e a da Divisão de Pesquisas, também no Rio, diz o sindicato. A entidade diz que o estado nordestino é o local em que o movimento tem maior adesão.

Grevistas reivindicam trabalho híbrido, equiparação do piso salarial dos concursados, que é de R$ 3.496, ao valor mínimo pago aos temporários. Pedem ainda indenizações para funcionários que trabalham no campo. O sindicato também denuncia supostas mudanças repentinas do local de trabalho de alguns servidores sem diálogo prévio.

O Assibge defende ainda ampliação de direitos de funcionários temporários. A entidade reivindica novos concursos públicos, e diz que o IBGE mantém cerca de 9 mil temporários, mais que o dobro dos concursados, que somam 3,7 mil profissionais. Essa situação seria um ataque aos direitos trabalhistas, dizem os sindicalistas.

Paralisação parcial não compromete a divulgação de pesquisas. Segundo Paulo Lindesay, diretor da Executiva do Assibge, admite, entretanto, que eventuais atrasos ou prejuízos a levantamentos dependem de maior duração ou adesão à greve. Ele diz que o núcleo mais próximo disso é o da Bahia, onde afirma haver a maior quantidade de funcionários paralisados. O sindicato não divulgou número de pessoas em greve.

IBGE se nega a negociar, segundo a entidade sindical. "Antes de puxar a greve, a gente mandou três ofícios pedindo negociação. E eles negaram tudo. Cada um com uma desculpa diferente", diz Aline Carneiro, diretora da Executiva do Assibge.

O sindicato diz que gestão do presidente Marcio Pochmann passou a agir de forma arbitrária após funcionários se oporem à criação da Fundação IBGE+. Aline Carneiro, diretora da Executiva do Assibge, afirma que a categoria temia que a proposta promovesse a privatização de serviços ou perda de independência do instituto na realização de pesquisas.

Sindicato diz que desde então, Poschman teria iniciado uma gestão arbitrária. A direção do IBGE estaria tomando decisões prejudiciais aos trabalhadores e fechando negociações, segundo a líder sindical, destacando que a fundação IBGE+ foi motivo de greve de servidores em 2024.

Pensa bem: eu tenho uma empresa pagando uma pesquisa. E aí, o resultado interessa essa empresa. E se o resultado não foi interessante? Você garante a continuidade da pesquisa; a publicação da pesquisa? A gente não sabe. Era uma fragilização do papel do IBGE.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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