Microsoft revela como vírus camuflado para Mac engana segurança e rouba dados em segundos
Pesquisadores da Microsoft e da empresa de inteligência cibernética RST Cloud identificaram um programa espião voltado para o sistema macOS, batizado de MacSync Stealer .
O vírus troca de endereço na internet quase em tempo real para escapar de barreiras de proteção tradicionais.
Os dados foram divulgados inicialmente pela RST Cloud em maio e complementados em relatório publicado pela Microsoft nesta terça-feira (18).
Os documentos apontam que o bloqueio convencional de páginas perde a eficácia quando os invasores conseguem registrar novos links em questão de horas.
Para superar a velocidade dos criminosos, os analistas mudaram a estratégia de investigação.
Ao invés de monitorar cada site novo colocado no ar, a equipe passou a rastrear o comportamento fixo do código durante a invasão.
A partir desse padrão contínuo, os especialistas conectaram mais de 30 endereços na internet à mesma rede criminosa.
Em relatório oficial, a equipe da Microsoft detalhou a dinâmica da ameaça: “O MacSync Stealer é um ladrão de informações focado em macOS que depende de uma infraestrutura em constante mudança para entregar cargas maliciosas, comunicar com dispositivos comprometidos e extrair dados.
Especialistas do Microsoft Defender ampliaram essa visão ao correlacionar terminais recorrentes e comportamentos de rede ao longo da atividade.
Essa abordagem baseada em comportamento conectou mais de 30 domínios e mostrou que a estrutura suportava mais do que comunicação, estendendo-se à coleta ativa, preparação e envio de dados”, avaliou.
O golpe do comando colado O ataque começa com um truque simples de engenharia social conhecido como ClickFix .
Os invasores convencem o próprio usuário a copiar e colar uma linha de código diretamente no Terminal do Mac, sob a promessa de tutoriais, correções de falhas em sites ou instaladores de programas populares.
A cadeia de ataque do MacSync Stealer mostra a execução da carga útil, a atividade assistida pelo AppleScript, a coleta de dados, o estadiamento e a compressão, a exfiltração por meio da infraestrutura rotativa e a limpeza de artefatos temporários (Reprodução/Microsoft) Assim que a vítima executa a instrução, o sistema faz o download de arquivos maliciosos e aciona rotinas que utilizam ferramentas nativas do próprio computador Apple .
O procedimento faz com que a invasão se pareça com uma tarefa interna e legítima do sistema operacional, o que confunde mecanismos de proteção comuns.
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