Bolsa Família turbinado começa a pingar a seis dias do 2º turno
Um candidato tem sempre duas razões para as coisas que faz: a oficial e a real. Oficialmente, o reajuste de 15% que Lula concedeu aos beneficiários do Bolsa Família visa repor a perda inflacionária. Na realidade, o objetivo é mimar o eleitor às vésperas de uma sucessão em que Lula rala para obter um quarto mandato.
O reajuste chega junto com a alta de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. Não estava previsto na proposta de Orçamento para 2027, enviada ao Congresso no mês passado. O filho do capitão disse que o mimo é " ilegal ". Não há ilegalidade. A lei eleitoral restringe a criação de programa social novo. Mas não proíbe o reajuste de benefício já existente.
O afago de Lula chega às famílias entre 19 e 29 de outubro, conforme o número de identificação dos beneficiários. Ou seja, o reajuste começa a pingar no bolso a seis dias do segundo turno da eleição, marcado para 25 de outubro. Flávio Bolsonaro disse que Lula está "desesperado". Sabe o que diz, pois na campanha de 2022 seu pai concedeu não 15%, mas 50% de reajuste ao Bolsa Família, que rebatizou de Auxílio Brasil. O que não impediu a derrota.
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