Meta Muse é um pesadelo de privacidade, porém...
Dizer que o Meta adora ignorar a privacidade alheia chega a ser um eufemismo em 2026.
Ao longo das últimas duas décadas, do Facebook ao Instagram, passando pelo WhatsApp, Messenger e outras soluções de software e hardware, a companhia de Mark Zuckerberg fez o possível (legal e ilegalmente) para devorar o máximo possível de dados de usuários, empresas e afins.
Meta: óculos inteligentes coletam intimidade de usuários Meta teria ignorado políticas de privacidade da Apple O Muse , seu novo agente de IA "fofinho" e pessoal, não é diferente: por seu parcialmente de código aberto , pesquisadores vêm fuçando por baixo da carcaça do Charm para verificar como ele opera, e sem surpresa, descobriram que o algoritmo faz muito mais do que agendar viagens ou organizar atividades: ele é capaz de traçar um perfil extremamente detalhado do usuário e de todos os seus contatos, mas só precisa de dados públicos para isso.
Não se deixe levar pela fofura: o Muse é xereta além da conta (Crédito: Divulgação/Meta) Meta Muse, o "xereta legal" Antes de mais nada, vamos lembrar que o Muse é um agente de IA que precisa da permissão expressa do usuário para coletar seus dados e agir como seu assistente pessoal, seja via app ou pelo Muse Charm, um acessório individual que lembra os antigos Tamagotchis, criado para incentivar o consumidor as usá-lo independente de um celular ou tablet.
Ele opera de modo constante monitorando suas atividades, de modo a sugerir ações diversas.
Ele funciona em segundo plano e é capaz, por exemplo, de cruzar referências no Calendário com compromissos e sugerir a compra de passagens de avião, ou até mesmo de fazer a operação ele mesmo, por também ser possível conectá-lo a contas de banco e cartões.
Ele pode monitorar os dados de seu smartwatch e ficar de olho na sua saúde, analisar seus gastos, enfim, de tudo um pouco.
O Meta disponibilizou o Muse em caráter semiaberto, para que fabricantes possam desenvolver equipamentos compatíveis com o agente, e modelos de até 30 bilhões de parâmetros para devs poderem otimizá-los ou usá-los como quiserem, mas ele também pode fornecer ao usuário detalhes sobre como opera.
Foi o que o dev Peter James, criador do Mouse.dev, fez ao solicitar que o agente lhe mandasse "os arquivos de sistema" referentes à sua sessão.
O resultado foi um arquivo compactado enviado para o Google Drive de 2,7 GB, ou 6,8 GB quando aberto, com detalhes de operação do Linux, suas integrações e etc.
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