Corpo está há mais de um mês à espera de sepultamento por falta de vagas em cemitério no Paraná
Cemitério Jardim São Paulo está quase lotado, em Foz do Iguaçu RPC/Reprodução O corpo de um homem de 62 anos está há mais de um mês à espera de sepultamento em uma vaga gratuita em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.
Ele morreu no dia 10 de agosto, e o corpo segue sob custódia da Polícia Científica por falta de espaço nos cemitérios públicos da cidade.
Outros três corpos também à espera de sepultamento, mas no Hospital Municipal Germano Lauck. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu e região no WhatsApp O caso é um dos que motivaram a Justiça a cobrar providências da prefeitura.
O município de Foz do Iguaçu foi intimado em 9 de setembro e tinha cinco dias para apresentar um plano emergencial.
O documento apresentado à Justiça prevê a abertura de 165 novas vagas de sepultamento nos próximos 30 dias, com um cronograma de execução majoritariamente a cargo da Camis, empresa concessionária responsável pela gestão dos cemitérios municipais.
Agora no g1 Segundo o plano, as novas vagas serão abertas em etapas: Em até 5 dias: a remoção de 19 árvores mortas ou inadequadas no Cemitério Jardim São Paulo deve liberar espaço para 52 novas vagas em padrão jardim.
A prefeitura afirma que haverá plantio compensatório de árvores nativas.
Em até 7 dias: a construção de mais um andar no gavetário do Cemitério Três Lagoas deve abrir 5 novas vagas verticais.
Em até 15 dias: o uso de uma área ociosa na ala islâmica do Jardim São Paulo deve permitir a criação de 20 jazigos.
Em até 30 dias: uma obra de extensão lateral das gavetas no Três Lagoas deve trazer 88 novas vagas nesta primeira fase.
O plano também prevê um canal direto entre prefeitura, Polícia Científica e Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), com a determinação de que qualquer corpo liberado seja sepultado em até 24 horas.
Além do plano emergencial, o município apresentou um plano estrutural com a criação de mais de 9,5 mil novas vagas, com ampliação principalmente do Cemitério Jardim São Paulo.
Procurada, a Camis informou que a demanda está no prazo regular de tramitação e, por isso, preferiu não comentar a ação neste momento.
Em nota, a empresa afirmou que vai apresentar os esclarecimentos e documentos necessários à Justiça dentro do prazo e que acompanha o processo com sua assessoria jurídica.
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