Banda toca na Paulista com fones de ouvido para driblar restrição a amplificadores e viraliza nas redes
A Little Beast adaptou seu palco móvel para o ‘Show Silencioso’, onde o público também usa fone e ouve a apresentação ao vivo sem amplificação
Uma banda tocando na Avenida Paulista num domingo de manhã não é novidade. Mas uma banda tocando na Paulista sem fazer barulho e com o público ouvindo pelo fone de ouvido, sim. No último domingo, 9, um vídeo da Little Beast Urban recebendo a banda Looney Grooves em seu palco móvel viralizou nas redes sociais. A apresentação chamou atenção pela voz da cantora Amabile Reis rompendo o silêncio da avenida, enquanto quem estava com o fone ouvia tudo: a banda, os instrumentos e a mistura de som sendo feita em tempo real por uma interface de áudio.
A solução criativa da Little Beast é uma resposta direta à nova portaria da Prefeitura de São Paulo , que proibiu o uso de fontes externas de energia — geradores, baterias externas e conexões elétricas em estabelecimentos — por artistas de rua que se apresentam na Paulista aos domingos e feriados durante o programa Ruas Abertas . Com a restrição, amplificadores convencionais deixaram de ser uma opção viável. A Little Beast encontrou uma saída: todos os instrumentos da banda são conectados a uma interface de áudio, e o sinal é distribuído para fones de ouvido, tanto para os músicos quanto para o público que quer acompanhar a apresentação de perto.
O formato do palco já era incomum antes da restrição. A Little Beast opera com uma Towner adaptada como infraestrutura: o baterista toca dentro do carro com o porta-malas aberto, enquanto o restante da banda se organiza no entorno. É o que a organização define como “o típico som de rua”, compacto, descentralizado e pensado para funcionar em qualquer calçada, praça ou festival. Com a chegada do Show Silencioso , essa estrutura ganhou uma camada nova: a experiência de ouvir uma banda ao vivo pelo fone enquanto vê os músicos tocando ao lado cria uma atmosfera que, segundo quem participou, vale por si só.
A portaria que motivou a adaptação é criticada por artistas e moradores por razões opostas. Representantes dos músicos de rua afirmam que a medida equivale na prática a uma proibição total de qualquer amplificação, já que amplificadores sem energia elétrica não funcionam.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em rollingstone.com.br — o conteúdo pertence a Rolling Stone Brasil.