Setor elétrico cria cartilha para os primeiros 100 dias do próximo presidente
Governança entre órgãos públicos, segurança energética com menor custo, transparência na conta de luz e eficiência no uso de renováveis são alguns dos principais pontos da cartilha do setor elétrico para o próximo presidente da República.
Sob liderança do Fase (Fórum das Associações do Setor Elétrico), o documento divulgado na 6ª feira (14.ago.2026) por 15 associações traça 7 compromissos presidenciais que se desdobram em 50 propostas para o período de 2027 a 2030.
Também apresenta uma cartilha com ações para os primeiros 100 dias do próximo governo federal.
Leia a íntegra (PDF – 14 MB).
O documento será entregue em mãos aos candidatos à Presidência da República nos próximos dias.
“A Agenda Fase 2027-2030 não é uma lista de pedidos, uma disputa entre fontes ou a defesa de cercadinhos regulatórios.
É uma agenda do setor para o país.
Seu objetivo é oferecer ao próximo presidente da República um conjunto de prioridades claras, concretas e implementáveis para transformar a energia elétrica em vetor de desenvolvimento nacional” , afirma o documento.
As associações afirmam que o Brasil construiu uma “vantagem elétrica rara” com uma das matrizes mais limpas do mundo, renováveis em escala, sistema interligado e demanda produtiva pronta para expandir a eletrificação e a descarbonização da economia.
Avaliam, no entanto, que o país ainda não converteu esses atributos, na escala necessária, em indústria, produtividade, emprego, renda, exportações e redução das dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem a produção no país.
“O desafio do próximo governo não é escolher uma fonte, defender um segmento ou ampliar a oferta de forma descoordenada.
É governar o sistema para que energia confiável e competitiva vire produção, investimento, emprego, renda, competitividade e redução do custo Brasil” , diz a cartilha.
Um dos principais desafios apresentados pelo documento é a modernização do licenciamento ambiental de empreendimentos de infraestrutura elétrica.
O processo é considerado um dos principais entraves burocráticos enfrentados pelo setor.
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