Instituto Rio Metrópole devolve R$ 70 milhões ao governo após revisão
Instituto Rio Metrópole tem contratos auditados e suspeita de superfaturamento O Instituto Rio Metrópole (IRM) devolverá, nesta quarta-feira (19), cerca de R$ 70 milhões aos cofres públicos estaduais.
Segundo o governo do estado, esta será a 1ª devolução efetiva de recursos dentro do processo de revisão de gastos determinado pelo governador em exercício Ricardo Couto.
O IRM foi alvo, no mês passado, da Operação Ouroboros, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que investigava um esquema de contratos ilegais.
Seis pessoas haviam sido presas — entre elas, Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM.
Couto exonerou a cúpula da autarquia e determinou uma auditoria nas contas do instituto.
Segundo o governo, os R$ 70 milhões são provenientes do orçamento estadual destinado ao Instituto.
“A revisão financeira mostrou que o IRM consegue manter seus contratos e obrigações sem utilizar esse valor”, disse, em nota.
“O Instituto também possui cerca de R$ 300 milhões em um fundo formado por recursos de diversas fontes que não só tesouro estadual.
Um estudo técnico e jurídico está em andamento para avaliar a possibilidade de devolução de parte desse montante aos cofres públicos”, emendou.
Desde 24 de março, quando Couto assumiu interinamente, 5.968 servidores comissionados foram exonerados, gerando uma economia estimada de R$ 280 milhões até o fim de 2026. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM Reprodução/TV Globo Uso indevido de recursos Atualmente, o Instituto Rio Metrópole é presidido interinamente pelo secretário Roberto Leão.
Segundo ele, a auditoria completa nas contas e nos contratos do órgão deve ser concluída até outubro.
Para Leão, os indícios encontrados até agora apontam para o uso indevido dos recursos do instituto.
“O IRM era utilizado como uma forma de escoar dinheiro público.
Tendo em conta que é uma autarquia, o controle dela é um pouco mais frouxo.
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