Sites de e-commerce terão versão para agentes de IA, prevê Visa
Os sites de e-commerce não estão preparados para o comércio agêntico . Será necessário criar versões à parte dedicadas exclusivamente à visita de agentes de IA, prevê Fred Succi, vice-presidente de produtos e inovação da Visa do Brasil, em conversa com o Mobile Time.
A forma como os sites estão construídos hoje para a visitação humana não é adequada para a navegação de agentes por várias razões. A primeira delas é a entrega parcelada dos resultados de buscas, obrigando o visitante a clicar para acessar um novo bloco de resultados. Outro problema é não entregar de uma vez todas as informações relacionadas à venda, como custo do frete, etc. Além disso, a presença de pop-ups, animações e vídeos atrapalha a leitura pelo agente de IA.
O ideal é que o site de e-commerce, ao receber a visita de um agente, ofereça uma visitação mais concisa e objetiva, sem distrações e com todas as informações necessárias de uma vez para uma decisão de compra. Essa comunicação provavelmente será feita por meio de APIs.
“Via de regra, os sites trazem imagens piscando para chamar a atenção do olho humano. Essas coisas são distrações para o robô e fazem demorar para carregar a resposta”, explica Succi.
A Visa disponibilizou recentemente uma ferramenta para qualquer site medir o quão preparado está para o comércio agêntico. Além disso, criou soluções de pontuação para indicar o grau de confiança de um agente de IA e de um site de e-commerce. A proposta é colaborar para que as duas pontas tenham maior confiança na transação agêntica.
Succi acredita que o comércio agêntico vai começar com casos de agentes “verticais”. Assim são chamados os agentes criados pelos próprios sites e marketplaces para operarem exclusivamente dentro do seu ambiente. “O consumidor já confia naquele site e já tem a sua credencial de pagamento registrada nele, o que facilita”, explica.
Agentes “horizontais” são aqueles que rodam em mar aberto, ou seja, que são capazes de entrar em qualquer site e realizar uma compra em nome do consumidor. Esses vão demorar mais para escalar, porque requerem uma integração de todos os elos no ecossistema de pagamentos: emissor, credenciadora, bandeira, e-commerce, consumidor, etc.
“É preciso que todos estejam prontos. A popularização vai depender de uma palavra-chave: confiança. Quanto o comprador confia em delegar a sua decisão de compra para um agente de mar aberto?”, comenta o executivo da Visa.
A jornada para o consumidor ainda está sendo desenhada. É possível que diferentes modelos convivam simultaneamente. No ato de vinculação de um agente de IA a um cartão de crédito, será demandada a biometria do usuário. O cartão será tokenizado para o uso do agente. Depois, o consumidor precisará confirmar cada compra — em alguns casos, talvez seja demandada novamente a autenticação biométrica.
Succi acredita também que agentes de IA vão ser muito utilizados para compras recorrentes e repartidas. Por exemplo, alguém que toda semana precisa comprar um conjunto de ingredientes para uma receita pode programar o agente para vasculhar a internet para comprá-los de diferentes supermercados, tendo o menor preço como critério.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.mobiletime.com.br — o conteúdo pertence a Mobile Time.