Reeleito para quarto mandato, Lula terá Congresso com maioria da oposição e precisará negociar para aprovar projetos
Em virada histórica, Lula vence Flávio Bolsonaro e será presidente pela 4ª vez Presidente pela quarta vez, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encontrará um Congresso muito mais desafiador a partir de 2027.
O crescimento do PL, partido do candidato derrotado Flávio Bolsonaro, deve impor dificuldades para a governabilidade do petista.
Nesta mesma linha, o fato de partidos de centro terem apoiado Flávio no segundo turno, depois do candidato bolsonarista sair do primeiro turno à frente de Lula, também pode dificultar o avanço de propostas da chapa vencedora nas eleições presidenciais. 🔎 Governabilidade é a capacidade de um governo de aprovar e fazer valer suas propostas e políticas públicas.
Um número significativo de deputados e senadores facilita a aprovação de temas no Congresso.
O presidente Lula em frente ao Congresso Nacional, durante a cerimônia de posse de seu terceiro mandato em 2023 Marina Ramos/Agência Câmara PP, União Brasil, Republicanos, Podemos e Novo declararam apoio a Flávio.
Juntos, eles somam 245 deputados e 51 senadores.
Parte do MDB também apoiou o político bolsonarista, apesar de políticos do Norte e Nordeste ficarem ao lado de Lula.
Assim, o presidente precisará costurar apoios a partir de agora para tentar fazer frente aos 121 deputados e 29 senadores do PL.
Isso porque o PT e seus partidos aliados têm um espaço menor no Congresso eleito para os próximos quatro anos.
Veja a composição: PT: 70 deputados e 9 senadores; PSB: 15 deputados e 4 senadores; PDT: 6 deputados e 3 senadores; PSOL: 14 deputados; Rede: 1 deputado e 1 senador; PV: 7 deputados; e PCdoB: 11 deputados.
Prioridades do novo governo Entre os temas para os quais Lula deve buscar apoio está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para passagem gratuita no transporte público.
Promessa da reta final de campanha, a isenção só vai avançar se Lula conseguir apoio do Congresso.
Nos últimos meses, o presidente conseguiu se reaproximar dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Lula, Davi Alcolumbre e Hugo Motta em agosto de 2026 Foto: Ricardo Stuckert.
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